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Seind leva plano de gestão para coibir exploração ilegal de terra indígena em Humaitá

Aproximadamente 12 aldeias da terra indígena Tenharín do Marmelos, localizada no município de Humaitá, vão ser visitadas a partir de quinta-feira (15) 13/01/2015 às 09:21
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A Seind também irá apresentar às lideranças indígenas a proposta do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR)
Jornal A Crítica Humaitá (AM)

Para inibir ações depredatórias de madeira e o garimpo ilegal, a Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) vai começar a por em prática o plano de gestão ambiental na terra indígena Tenharín do Marmelos, localizada no município de Humaitá (a 600 quilômetros de Manaus). Aproximadamente 12 aldeias vão ser visitadas a partir de quinta-feira (15), por técnicos da Seind e de instituições parceiras, para a apresentação do plano, que será executado durante 24 meses pelo Instituto Xavante.

Além de socializar as atividades, que fazem parte das ações do Projeto de Gestão Ambiental Sustentável das Terras Indígenas do Amazonas (IWI-PGASTIAM – o primeiro nome significa “Terra” em Nheengatu, que é a língua geral originária do termo tupi), a Seind irá apresentar às lideranças indígenas, a proposta de implementação do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR). A meta é que sejam construídas aproximadamente 200 casas nas aldeias, com beneficiamento direto de 1,5 mil indígenas, dos povos Tenharín, Parintintin, Pirahã, Mura e Jhiahuí.


“O plano de gestão é um diagnóstico ampliado sobre a terra indígena, no qual se levanta a questão ambiental, levando em consideração a fauna e a flora, os fatores sociais e econômicos das comunidades envolvidas, e que servirá de balizador para o desenvolvimento de futuros projetos”, explicou o coordenador da câmara técnica “Gestão Ambiental e Territorial das Terras Indígenas”, do Comitê Gestor de Atuação Integrada entre o Governo do Amazonas e a Fundação Nacional do Índio (Funai), Jurandir Tenharín.

Entre as aldeias beneficiadas pelo plano estão Vila Nova, Marmelos, Jhiahuí, Taboca, Juí, Traíra e Vista Bela.

Para atuar naquela que é considera uma área de conflito, a Seind terá o apoio da própria Funai, da Secretaria Municipal dos Povos Indígenas de Humaitá, organizações indígenas e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Sustentáveis (Ibama).

Aporte

Todas as ações previstas no Projeto IWI-PGASTIAM têm o aporte financeiro do Fundo Amazônia, garantido a partir da assinatura do projeto entre a Seind e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Por meio do Plano de Aplicação de Recursos (PAR), já foram liberados R$ 2,9 milhões (R$ 2.950.478,67), dos quais 1,4 milhões para a elaboração e execução de dois planos de gestão ambiental.

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