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Seis parlamentares de 17 da CMM defendem o impeachment da presidente Dilma Rousseff

Para seis vereadores de Manaus ouvidos por A CRÍTICA, a medida é a principal reivindicação do movimento 'Fora Dilma', que em Manaus, na manhã de domingo (15), levou 22 mil pessoas às ruas do Centro da capital 17/03/2015 às 09:40
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No domingo, a exemplo do que ocorreu em várias capitais do Brasil, manifestantes tomaram as ruas do Centro de Manaus para pedir o fim da corrupção e a saída da presidente da República Dilma Rousseff
Janaína andrade Manaus (AM)

De um total de 17 vereadores ouvidos, ontem, pela reportagem do jornal A CRÍTICA sobre as manifestações contra o Governo Federal e o PT, seis parlamentares defenderam o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A medida é a principal reivindicação do movimento “Fora Dilma”, que em Manaus, na manhã de domingo (15), levou 22 mil pessoas às ruas do Centro da capital amazonense.

Os 17 parlamentares que participaram da enquete correspondem a 41% dos vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM). Desta forma, menos da metade é favorável ao impeachment – 35%. Os vereadores que declararam abertamente que são favoráveis à saída da presidente, por meio do impeachment, são: Álvaro Campelo (PP), Wilma Queiroz e Sildomar Abtibol, do Pros, Therezinha Ruiz (DEM), Hiram Nicolau (PSD) e Fabrício Lima (SDD).

Para a vereadora Vilma Queiroz (Pros), além do escândalo da Petrobras, “ainda existem mais indícios de corrupção que deverão vir à tona”. “E em relação ao impeachment, sou favorável. Até porque nunca compactuei com a gestão dela (Dilma). Os brasileiros realmente têm que sair de casa, todos temos que reivindicar o que nos é de direito”, disse a parlamentar.

Já a vereadora Therezinha Ruiz (DEM) destacou que o Brasil não terá credibilidade interna, e principalmente externa, com os constantes crimes revelados durante o governo Dilma. “Sou a favor, sim, do impeachment. Como que poderemos exigir tantos investimentos internacionais se não estamos fazendo a nossa lição de casa, que é cuidar bem do nosso patrimônio? E um dos nossos maiores patrimônios é a Petrobras que está sendo dilacerada”, argumentou Ruiz.

O vice-presidente da CMM, vereador Hiram Nicolau (PSD), declarou que “as provas estão voando por aí, basta pegar uma”. “E se pegar uma prova material e somar à vontade da população, é óbvio que o caminho do impeachment é inevitável. Eu sou a favor, sim, do impeachment, pois o povo é soberano e deu seu recado ontem”, falou Hiram.

O vereador Fabrício Lima (SDD) disse ser favorável ao impeachment da presidente, desde a eleição passada. “Eu votei no Aécio (Neves), não votei nela. Só acho que os congressistas vão ter que achar um mecanismo para fazer isso. Mas sou a favor, sim”.

Sildomar Abtibol, vereador pelo Pros, disse que, o ideal para o povo brasileiro seria que a presidente renunciasse ao mandato. “O impeachment pelo que vemos na própria Constituição é algo difícil de se conseguir. Penso que a população tem que continuar indo às ruas e manifestando o seu descrédito para, quem sabe, ela (Dilma Rousseff) cai na real e renuncia o mandato”, defendeu Abtibol.

Governo é ruim, mas é preciso prova

Dos 17 parlamentares ouvidos pela reportagem, nove disseram ser favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) caso aja materialidade de crime de responsabilidade, são eles: Luis Mitoso (PSD), Marcelo Serafim e Elias Emanuel do PSB, Roberto Sabino (Pros), Professor Samuel (PPS), Everaldo Farias (PV), Alonso Oliveira e Walfran Torres do PTC e Wilker Barreto (PHS).

“Nenhum brasileiro, por mais analfabeto que seja, faria uma gestão pior do que a da Dilma Rousseff. Se houver materialidade do crime, serei a favor da minha pátria e contra a Dilma”, defendeu Samuel.

O vereador Roberto Sabino disse que se fosse a presidente Dilma Rousseff, vendo a pressão da população que foi às ruas, renunciaria. “O poder emana do povo, e se esse povo persistir nas ruas pedindo a saída dela, se eu fosse ela, renunciaria”.

Já Luis Mitoso afirmou que “o sentimento não é de partido, o sentimento é do povo brasileiro”. “O verde e amarelo foi uma constante na manifestação de domingo, diferentemente da sexta-feira numa movimentação partidária, paga, para que aquelas pessoas fossem às ruas. Movimentação essa que tinha uma cor: vermelha. Se houver provas materiais contra a presidente, sou favorável ao impeachment”.

Blog: Marcelo Serafim, vereador do PSB

A presidente mentiu, foi desonesta com o povo brasileiro e agora ela recebe como resposta a cobrança das ruas, só que nós temos que ter responsabilidade nessa cobrança. Por exemplo, eu vi pessoas defendendo a volta da ditadura militar, e esse tipo de coisa eu não posso defender. Ela disse que não haveria aumento de tributos, disse que não haveria mudanças nas leis trabalhistas e tudo isso esta acontecendo. O PSB está esperando que exista pressupostos para o pedido de impeachment. Eu sou a favor da ampla investigação dos crimes praticados. Se ao final ficar comprovada a presença da presidente Dilma nesses crimes, eu sou favorável ao seu impeachment.

Vereador Álvaro Campelo: “Não há mais clima”

“Nós temos que ouvir a voz das ruas. E a voz das ruas pede o impeachment da presidente da República Dilma Rousseff (PT). Eu estou aguardando uma posição oficial do meu partido (Partido Progressista) sobre essa situação. Mas, pessoalmente, eu defendo o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Não vejo mais clima político para a permanência da presidente Dilma à frente da administração do nosso País. Realmente, não há condições. As denúncias são muito graves, o clima de insatisfação é geral, de Norte a Sul, de Leste a Oeste do Brasil. Não há clima e tem que haver uma renovação”, defendeu o vereador Álvaro Campelo (PP).

Vereador Professor Bibiano: “Querem criar crime”

“Eu acho que os nobres companheiros precisam estudar um pouquinho mais a Constituição. Um pedido de impeachment só cabe quando, evidentemente, existe um crime flagranteado e posto pelo Poder Executivo. E não existe nada disso. O que está se procurando fazer, no meu entendimento, é abrir prerrogativas que são muito preocupantes para o Estado Democrático de Direito que vivemos, uma vez que se coloca ou imputa a qualquer figura pública, no caso, a presidente Dilma Rousseff, um crime que ela não cometeu. Significa dizer que qualquer um outro político ou parlamentar poderá sofrer das mesmas sanções”, disse o vereador Bibiano (PT).

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