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Sejus investiga suposta fuga de detentos do Compaj, penitenciária na BR-174

Um dia após presos serem vistos pulando o muro do regime semiaberto da unidade, Secretaria aguarda a confirmação do número real de fugitivos. Policiamento no entorno do local foi reforçado para acompanhar a movimentação 15/09/2014 às 11:43
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De acordo com o sargento Rodrigo da Ronda Ostensiva Candido Mariano (Rocam) a fuga dos presos foi presenciada por um dos vigilantes
Renildo Rodrigues* Manaus (AM)

Um dia após detentos do regime semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em número ainda não-confirmado, serem vistos pulando o muro da unidade numa possível fuga, a situação ainda é de incerteza. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), a direção do presídio precisa esperar 24 horas para poder considerar a saída dos detentos como fuga, cumprindo um procedimento da Justiça penal.

Outro ponto que precisa ser verificado, segundo a assessoria de imprensa do órgão, é a situação individual de cada interno, pois alguns deles podem ter sido autorizados pela Justiça a sair da unidade. Até a manhã deste domingo (14), não houve novidades sobre o retorno dos supostos fugitivos.

A Sejus decidiu não suspender o dia de visitas, por entender que a situação do semiaberto não justificava um prejuízo ao direito dos demais detentos, mas reforçou o policiamento no local e no entorno, para acompanhar qualquer movimentação anormal. O regime semiaberto fica localizado no quilômetro oito da rodovia BR-174.

A situação de fuga poderá ser confirmada na noite deste domingo, quando acontece uma nova contagem dos detentos. Aqueles que não retornaram no prazo legal terão o novo status comunicado à Justiça.

Entenda o caso

Pelo menos sete detentos do regime semiaberto foram vistos pulando o muro da unidade, no início da tarde deste sábado (13), segundo a Sejus. Informações iniciais davam conta de que até 80 presos poderiam ter fugido, mas o número caiu para 25 antes de ser firmado em menos de dez.

De acordo com o secretário titular da pasta, coronel Louismar Bonates, os detentos pularam o muro e depois voltaram. O coronel atribuiu a informação de uma fuga em massa a uma ‘jogada’ política para tentar desestabilizar o governo.  “Eles ficam no entorno e voltam. Por ser um dia de visita, não havia necessidade nenhuma de tentarem fugir”, disse o coronel.

Por se tratar de um regime diferenciado, a assessoria de comunicação informou que há uma dificuldade maior em identificar os presos, pois alguns têm autorização para trabalhar e estudar e só retornam ao presídio no inicio da noite. “Depois da recontagem é que vai ser possível dizer o motivo pelo qual eles pularam o muro e o que realmente aconteceu”, frisou a assessoria.

De acordo com o sargento Rodrigo, da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), a fuga dos presos foi presenciada por um dos vigilantes da guarita do regime fechado, que acionou os responsáveis pelo regime semiaberto. O sargento disse ainda que o vigilante informou inicialmente ter visto cerca de 15  presos pulando o muro.

* Com informações da repórter Jéssica Vasconcelos.

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