Sábado, 24 de Agosto de 2019
UFAM

Sem aulas ou professores, alunos de Medicina da Ufam em Coari protestam: ‘Total descaso’

Primeira turma do curso, que possui dez alunos, está completamente paralisada. Grupo se mobilizou via redes sociais para pedir ajuda



28958661_1988822968038230_5284407935936771804_n.jpg Alunos protestam contra descaso da Universidade (Divulgação)
09/03/2018 às 13:57

Alunos de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) no campus de Coari, município a 366 quilômetros em linha reta de Manaus, entraram em paralisação como forma de protesto por falta de professores no curso. Segundo o anúncio oficial, que ganhou apelo em redes sociais, o grupo de estudantes clama por atenção da reitoria e coordenação para a contrar professores.

“É um descaso o que está acontecendo. A coordenação acadêmica daqui tenta mascarar, dizem que o ensino é bom. E ele é muito bom mesmo, em teoria. Na prática, não serve, não é qualificado, nem ajuda a formar bons médicos. Não temos apoio nenhum, de qualquer instância da faculdade. Apenas os próprios professores que estão nos ajudando, que sabem a realidade e tentam de todas as formas fazer com que esse curso ande para frente”.

A fala é de Hiago Leite da Silva, representante discente dos alunos no colegiado. O estudante declara que a insatisfação é generalizada na turma, que iniciou em 2016, quando o Ministério da Educação (MEC) aprovou o curso do Instituto de Saúde e Biotecnologia de Coari (ISB)

Atualmente a primeira turma tem exatos dez alunos. Todos sem aulas. A segunda possui 26 estudantes. No início do próximo semestre chega um grupo de 48 novos estudantes. Para cobrir todo esse corpo, a faculdade tem apenas três professores disponíveis.

Quem trouxe a situação à tona e mobilizou a causa em redes sociais foi a estudante Ana Luiza. Em texto, intitulado “Chega de sermos palhaços em um circo que já pegou fogo”, a estudante relata que – bem como Hiago – aponta o descaso da Universidade em relação ao curso e pedidos de ajuda para a contratação de novos profissionais para preencher o quadro docente.

“O curso existe! Nós estamos aqui! Isso não vale de nada para a Ufam? Nós consideramos, no mínimo, um absurdo atrasar ao menos um período porque a Universidade se recusa a ajudar. Seja esbarrando em um muro de burocracia na contratação de professores, ou seja vendendo uma imagem às instâncias superiores de que “está tudo às mil maravilhas”. Não está. E, se o curso caminhou até agora, foi dando o famoso jeitinho brasileiro”, relata a jovem.

No momento, a turma 1, primeira do curso em Coari, está com paralisação total de aulas. Já a segunda turma, mais recente, por ainda estar no ciclo básico de estudo, tem aulas garantidas, apenas, até o fim deste período.

O Portal A Crítica entrou em contato com a assessoria de imprensa da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e com o Instituto de Saúde e Biotecnologia de Coari (ISB). Um posicionamento sobre o assunto deve ser dado na segunda-feira à tarde, de acordo com a assessoria de imprensa da Ufam. 

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