Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
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Sem reforma: edifício Tartaruga, do período da Belle Époque fica esquecido na história

O tartaruga ficou marcado, após se tornar a sede principal da Defensoria Pública do Amazonas. Quem passou por lá, tem muita história para contar e também se entristece ao ver a atual situação em que se encontra o edifício com o aspecto deteriorado e abandonado



1.jpg O tartaruga ficou marcado, após se tornar a sede principal da Defensoria Pública do Amazonas
04/03/2016 às 17:38

Um dos edifícios mais marcantes da Manaus da Belle Époque é o edifício Tartaruga, localizado no cruzamento da travessa Marquês de Santa Cruz com a Floriano Peixoto, Centro, e desde o nome remete as coisas da Amazonas que hoje é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan).

O tartaruga ficou marcado, após se tornar a sede principal da Defensoria Pública do Amazonas. Quem passou por lá, tem muita história para contar e também se entristece ao ver a atual situação em que se encontra o edifício com o aspecto deteriorado e abandonado.

“Sinto falta de todos os dias poder descer o edifício e ir ao Jangadeiro comer um sanduiche com café, ouvir o apito da Capitania dos Portos quando trocam de turno, além da bela vista em que tínhamos para o porto e o centro histórico de Manaus, realmente é uma nostalgia”, disse o defensor público do estado, Vitor Monteiro, que durante cinco anos trabalhou na sede da defensoria quando era no edifício tartaruga.

O defensor contou que nesta época entre 85 à 90, Manaus era uma outra cidade. O centro realmente era frequentado pela população, a Zona Franca funcionava na cidade e os principais órgãos como a Defensoria Pública, Tribunal de Justiça, além do Fórum funcionam nesta região ou próximo.

“Agora tudo é distante e espalhado nos bairros, porém acredito que algo precisa ser feito para voltar o olhar ao centro, hoje as pessoas tem mais facilidade com os shoppings e o centro realmente fica como outras alternativas”, disse Montenegro.

No andar de baixo do edifício, funcionam além do Bar Jangadeiro, outras lojas. O lojista, Raimundo Silva de Oliveira, contou que a parte superior do prédio está abandonada por muito tempo, mas que os logistas sempre pedem para manter limpa a parte superior da administração do Ana Cássia, mesmo proprietário do edifício tartaruga, para evitar qualquer tipo de problema.

Na parte superior do edifício é possível notarmos em algumas áreas com o telhado perfurado, além da caixa d’água destampada e muito lixo entre os dois edifícios, que pode servir como criadouro de pragas.

Até o fechamento desta edição, a administração do prédio não havia se posicionado sobre os problemas que esses lixos podem ocasionar e nem sobre a previsão de reforma do prédio histórico de Manaus.

Outros edifícios estão em situações parecidas

Além do edifício Tartaruga, outros prédios e entre eles até históricos estão completamente abandonados no Centro de Manaus. Fora o abandono, a população que trabalha nas proximidades ou passa próximo ao patrimônio, como também moradores de rua, usam esses prédios como local de entulho, banheiro e descarte de lixos, mas como todos sabem, esses locais e o acúmulo de sujeira pode ser um alvo de procriação e reprodução do Aedes aegypti.

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