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Sem saber lidar com crise, Dilma Rousseff segue com popularidade muito baixa, mostra CNT/MDA

Apenas 15,9% aprovam o desempenho pessoal da presidente, contra 80,7% que desaprovam. No levantamento anterior eram 15,3 e 79,9 por cento 27/10/2015 às 11:49
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Dilma Rousseff
Maria Carolina Marcello/REUTERS ---

A avaliação do governo seguiu em outubro praticamente inalterada com baixíssima popularidade da presidente Dilma Rousseff, que pode ser explicada pelo fato de quatro em cada cinco brasileiros considerarem que a petista não está sabendo lidar com a crise que o país atravessa, mostrou pesquisa CNT/MDA nesta terça-feira.

A avaliação ótima e boa do governo foi para 8,8 por cento, enquanto 70,0 por cento avaliam como ruim ou péssimo o governo Dilma. Em julho esses números eram, respectivamente, 7,7 e 70,9 por cento. As variações estão dentro da margem de erro da pesquisa, de 2,2 pontos percentuais.

Para o presidente da CNT, Clésio Andrade, a manutenção dos baixos índices de aprovação de Dilma deve-se à “incapacidade dela e do governo de lidar com a crise econômica e com a crise política... e, em consequência, aumento de desemprego, perda de renda, inflação".

Apenas 15,9 por cento aprovam o desempenho pessoal da presidente, contra 80,7 por cento que desaprovam. No levantamento anterior eram 15,3 e 79,9 por cento.

O patamar de desaprovação pessoal é muito parecido com os 80,6 por cento que avaliam que a presidente não está sabendo lidar com a crise que colocou o país em recessão, desemprego alto, inflação elevada e forte instabilidade política.

Para 60,9 por cento dos entrevistados, a crise mais grave é a econômica, enquanto 35,4 por cento consideram que é a política.

Apesar de verem a crise econômica como a mais grave, a grande maioria não quer fazer mais sacrifícios para ajudar a resolvê-la. A pesquisa mostrou que 86,7 por cento dos entrevistados não estão dispostos a pagar mais impostos e 70,5 por cento são contrários à recriação da CPMF.

Na pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), o instituto MDA ouviu 2.002 pessoas entre os dias 20 e 24 de outubro.

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