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Cotidiano
HIPERTENSÃO

Semana de combate à hipertensão promove reflexão sobre mudança de hábitos

A seccional Amazonas da SBC, formada por cerca de 100 cardiologistas, entrou na campanha para mobilizar a comunidade médica e esclarecer a população do Estado sobre a importância da prevenção e o combate à hipertensão 25/04/2016 às 16:12
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De acordo com especialistas, o simples ato de medir a pressão arterial com frequência ajuda a reduzir as chances de doenças (Reprodução/Internet)
ACRITICA.COM Manaus (AM)

Banalizada, subdiagnosticada e, por isso, potencialmente fatal, a hipertensão arterial está entre os fatores de risco das doenças cardiovasculares que, estatisticamente, matam mais que câncer, aids e doenças respiratórias no Brasil. Preocupada com o descuido e a desinformação da população com a doença, que atinge 47,5 milhões de brasileiros, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) promove, em todo País, ao longo desta semana, atividades que pretendem provocar a reflexão e mudança de hábitos.

A seccional Amazonas da SBC, formada por cerca de 100 cardiologistas, entrou na campanha para mobilizar a comunidade médica e esclarecer a população do Estado sobre a importância da prevenção e o combate à hipertensão. No dia alusivo ao combate à doença, que é amanhã, serão realizadas quatro mini-cursos sobre o tema, ministrados por profissionais da medicina das áreas de Nefrologia, Endocrinologia, Neurologia e Cardiologia. O público alvo do simpósio são profissionais e estudantes de medicina.

Mas os cardiologistas da SBC-AM também vão às ruas esclarecer a população e aferir pressões na sexta-feira, durante a campanha “Eu sou 12 por 8” - medição indicada como ideal e saudável para adultos.

Mal silencioso

A hipertensão arterial atinge 47,5 milhões de brasileiros e é a causadora de milhares de mortes no País por descuido e desinformação, alerta o presidente da SBC-AM, Marcelo Mouco Fernandes. Segundo ele, a doença ocorre quando há uma resistência do coração ao bater, sobrecarregando tanto o órgão responsável por bombear o sangue para todo o corpo quanto os vasos sanguíneos, o canal do sangue. Esse problema é considerado a porta de entrada para os casos de infarto do miocárdio e AVC (acidente vascular cerebral).

Segundo Fernandes, o grande problema é que a doença é silenciosa e assintomática (não exibe sintomas). “Por isso ela é subdiagnosticada, as pessoas acabam esperando aparecer os sintomas para procurarem um médico. Muitas vezes pegamos os pacientes já com as sequelas da doença. Daí considerarmos o atendimento primário como essencial (nos postos e casas de saúde), pois é quando normalmente o diagnóstico é feito”, explica o médico.

Esse diagnóstico não é complexo e apresenta acesso mais facilitado do que o de doenças como câncer e aids. É feito por meio da aferição da pressão arterial, serviço oferecido em qualquer unidade de saúde. Para se ter ideia como o problema, apesar do fácil acesso ao dignóstico, é banalizado: de acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, cerca de 50% dos hipertensos não sabem que têm a doença e apenas 25% aderem ao tratamento.

A campanha "Eu Sou 12 por 8", procura alertar para os padrões desejáveis de pressão arterial. O alerta é ligado quando os valores são iguais ou superiores a 14 (máxima) e/ou 9 (mínima). Daí a prevenção básica passar pela medição anual, no mínimo.

Simpósio reúne médicos e estudantes amanhã, no Cemon

Dentro da programação em alusão ao Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) seccional Amazonas promove um simpósio amanhã, no auditório do Cemon (rua Acre, 12, Nossa Senhora das Graças), das 20h às 22h, voltado para médicos e estudantes de medicina. Entre os palestrantes, especialistas nas áreas de Nefrologia, Endocrinologia, Neurologia e Cardiologia.

Já na sexta-feira, a SBC-AM promove uma ação no Centro de Convivência da Família Padre Pedro Vignola (rua Gandú, 119, Cidade Nova), das 14h às 18h. Na agenda, aferição de pressão, palestras e orientação aos moradores da área que frequentam o lugar. A orientação será dada por cardiologistas da SBC-AM; pela Liga do Coração e por funcionários do laboratório Sabin. Todos vão atuar de forma voluntária.

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