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Semmas indica que águas de principais balneários de Manaus estão livres de coliformes fecais

Segundo o órgão, as águas dos principais balneários da cidade, como as praias da Ponta Negra, do Tupé, do Tarumã-Açú e da Lua, estão aprovadas 16/09/2014 às 10:55
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Praia livre de coliformes fecais garante o bom lazer do manauense, que tem feito dessa forma de lazer a principal nestes dias de calor em alta temperatura
acyane do valle ---

Com a temperatura máxima sempre acima dos 30ºC, principalmente nesta época do ano, o manauense tem procurado mais os balneários da cidade, como as praias da Ponta Negra, do Tupé, do Tarumã-Açú e da Lua, para unir a diversão e descanso da família com a possibilidade de fugir do calor.

De acordo com os resultados do monitoramento de balneabilidade, realizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) nos principais balneários da cidade, as águas estão próprias para o uso recreativo pelos frequentadores.

A análise se baseia na resolução 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Essa legislação ambiental classifica as águas destinadas à recreação das pessoas. Segundo a Semmas, a coleta de amostras de água é realizada o ano inteiro para verificar os índices de termotolerantes presentes, como são chamados os coliformes fecais, em 12 pontos dos balneários públicos da cidade, que são os mais procurados: Educandos – Praia Branca; Ponta Negra – Prainha; Ponta Negra – em frente ao anfiteatro; Ponta Negra – próximo ao anfiteatro; Ponta Negra – escola de remo; Praia Dourada; Prainha do Tarumã-Açú; Praia da Lua I; Praia da Lua II; Praia do Arrombado; Praia do Tupé I; e Praia do Tupé II.

Análise de dados

Cada ciclo de coleta é feito durante cinco semanas. Em relação à Ponta Negra, como recebe um público médio de 15 mil pessoas a cada final de semana, tem um maior número de pontos de coleta que os demais balneários.

Quando os resultados estão acima do previsto na legislação ambiental, a Administração do balneário é informada para que sejam tomadas as medidas necessárias, dentre elas, a proibição da utilização da praia. Entretanto, segundo a Semmas, até o momento, os laudos técnicos não registraram índices que exigissem a interdição das praias devido à contaminação da água.

De acordo com um estudo sobre “Balneabilidade e Riscos à Saúde Humana e Ambiental”, dos pesquisadores Lauro Pereira, da Unicamp, e Marta Regina Lopes, da UFRGS, na classificação estabelecida pela Resolução do Conama, as águas impróprias para banho são as que apresentam acima de 1.000 coliformes fecais por 100 ml de água, em, no mínimo, duas amostras de cinco analisadas, ou quando o valor obtido na última amostragem for superior a 2.500 coliformes fecais ou 2.000 Escherichia coli, que é abundante nas fezes humanas e de animais, pois o trato intestinal é o habitat desta bactéria.

Banhos particulares estão no limbo

Em relação aos balneários particulares, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) está discutindo a implantação do Sistema de Outorga e Uso de Águas Superficiais, conforme estabelece a Política Nacional e Estadual de Águas, o que implicará nas definições dos procedimentos de licenciamento e monitoramento dessas atividades, sejam públicas ou privadas.

Enquanto esse sistema não é implantado em Manaus e também no Amazonas, técnicos do órgão vão se reunir com as Secretarias de Meio Ambiente de Manaus e dos municípios da Região Metropolitana (RMM) para definir parâmetros de ordenamento e regularização desses balneários, justamente pelo aumento do fluxo de pessoas que buscam esses locais e por se caracterizar como hábito cultural e de lazer do amazonense, sobretudo nos fins de semana.

A data do início das reuniões ainda não foi confirmada. No momento, o Ipaam faz o monitoramento de balneários durante as ações fiscalizadoras pelos municípios da RMM, tendo, inclusive, instalado um posto de controle ambiental em Manacapuru, na AM-070, próximo ao entrocamento com a rodovia AM-363, para realizar o monitoramento e ações de educação ambiental, a princípio com foco na gestão do lixo, no combate à poluição hídrica e na proteção da vegetação e fauna.

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