Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
bancada do Am

Senado retoma análise sobre continuação ou não do impeachment

Informações da Mesa Diretora ao portal A Crítica revelam que os dois senadores que vão votar a favor da pronúncia constante do relatório do senador Antônio Anastasia não estão inscritos. Até este momento, Omar e Braga não compareceram ao plenário do Senado. Pelo Amazonas, a única a se inscrever, e que já falou, foi Vanessa Grazziotin



fsfvh.JPG Todos os senadores pelo Amazonas eram aliados de Dilma Rousseff. Foto: Antônio Lima
09/08/2016 às 18:33

A sessão do Senado que analisa a pronúncia da presidente afastada Dilma Rousseff, por crimes de responsabilidade (pedaladas fiscais e edição de três decretos orçamentários sem autorização do Congresso Nacional), foi retomada agora a pouco após o segundo intervelo feito presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowisk. 

Dos 53 senadores inscritos, já discursaram 24, sendo 15 a favor do julgamento definitivo de Dilma e nove contrários. Uma das manifestações contrárias foi da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a única da bancada amazonense no Senado inscrita para falar.

Informações da Mesa Diretora ao portal A Crítica revelam que os dois senadores, que vão votar a favor da pronúncia constante do relatório do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), não estão inscritos. Até este momento, Omar e Braga não compareceram ao plenário do Senado.

No discurso contra o impeachment, a senadora Vanessa Grazziotin voltou a dizer que não há crimes contra Dilma, que as “pedaladas fiscais”  do Plano Safra não se configuraram operações de crédito, como afirmou o Ministério Público Federal e a perícia do Senado.

“Portanto, é um golpe. O relatório do senador Antônio Anastasia é fraudulento, sem conteúdo capaz de incriminar, sem trazer qualquer prova de crime de responsabilidade. Tanto que os defensores do golpe, os autores da peça acusatória sem provas até desistiram de falar na tribuna porque não têm argumentos, não têm o que dizer. Está claro que esse processo é político e não jurídico, como prevê a Constituição”, discursou Vanessa nos dez minutos a que tinha direito.

A senadora do Amazonas mencionou ainda as possíveis consequências que o governo do presidente interino Michel Temer poderá trazer aos trabalhadores e ao povo brasileiro, caso Dilma seja definitivamente afastada do cargo.

“Este é um objetivo: trazer para o centro do País um projeto de nação derrotado nas quatro últimas eleições, um projeto de nação nocivo para o nosso País, nocivo para os trabalhadores brasileiros, nocivo para a Nação como um todo e, sobretudo, para o seu princípio de soberania. Querem fazer uma reforma previdenciária, tirar direito dos trabalhadores. É por isso que digo e repito: não ao golpe! Porque isso não impeachment, isso é um golpe contra quem foi eleita pelo povo brasileiro”, declarou Vanessa Grazziotin.

A oposição ao governo está pessimista com relação ao resultado da votação desta terça-feira (9). A expectativa, segundo senador Paulo Rocha (PT-PA) , é que seja mantido o resultado da primeira votação, ocorrida em 22 de maio deste ano: 55 a favor e 22 contra o impeachment. Já o governo diz que a margem vai ampliar para 60 votos.

Por conta da desistência de vários senadores, como os do PSDB que abdicaram de discursar em plenário, a sessão de pronúncia está prevista para terminar ainda esta noite. As manifestações dos senadores devem encerrar por volta das 23 horas. Em seguida, acusação e defesa terão 30 minutos e logo depois a votação aberta no painel eletrônico. 

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.