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Senador Aécio Neves recebeu propina de R$ 300 mil, diz delator da Operação Lava Jato

Afirmação consta na delação de Carlos Rocha, já homologada pelo STF e publicada na edição de hoje (30) do jornal Folha de S.Paulo 30/12/2015 às 17:04
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Senador afirma que é 'absurda e irresponsável' a citação a seu nome, 'sem nenhum tipo de comprovação'
acritica.com ---

O entregador de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, Carlos Alexandre de Souza Rocha, afirmou em sua delação premiada que levou R$ 300 mil no segundo semestre de 2013 a um diretor da UTC Engenharia no Rio de Janeiro, que lhe disse que a soma iria ao senador Aécio Neves, segundo informações da Folha de S. Paulo publicadas hoje (30) .

No depoimento, o delator revelou ter conhecido Youssef no ano 2000, e que, a partir de 2008, passou a fazer entregas de R$ 150 mil ou R$ 300 mil a vários políticos.

De acordo com o jornal, Carlos Rocha afirmou que em 2013 realizou “umas quatro entregas de dinheiro” a um diretor da UTC chamado Miranda, no Rio de Janeiro.

O diretor-financeiro da UTC, Walmir Pinheiro Santana, também disse em depoimento que o diretor comercial da empreiteira Antonio Carlos D'Agosto Miranda "guardava e entregava valores em dinheiro a pedido" dele ou de Ricardo Pessoa, dono da UTC. O nome de Aécio não foi citado por Pessoa, nem Santana, durante esclarecimentos sobre envolvimento no esquema de corrupção.

O delator destacou a ansiedade de Miranda para receber uma das remessas de R$ 300 mil entre setembro e outubro de 2013. Ao indagar o destinatário final, Carlos Rocha afirmou que recebeu como resposta o nome de Aécio Neves.  

Na ocasião, o delator teria questionado o motivo de haver propina para um integrante da oposição ao governo. "Aqui a gente dá dinheiro pra todo mundo: situação, oposição, [...] todo mundo", teria respondido o diretor da UTC.

Aécio nega

A assessoria de Aécio Neves sustenta que é "absurda e irresponsável" a citação a seu nome, "sem nenhum tipo de comprovação".

"Trata-se de mais uma falsa denúncia com o claro objetivo de tentar constranger o PSDB, confundir a opinião pública e desviar o foco das investigações", disse, em nota.

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