Sábado, 18 de Setembro de 2021
Podcast Sim e Não

Senador Plínio Valério defende voto impresso nas eleições

Parlamentar chegou a relatar que já teve problemas com a urna eletrônica durante duas eleições



20191106_01999w_F23013B3-7E0D-4795-B998-7465179EF776.jpg Foto: Divulgação
28/07/2021 às 15:55

O senador Plínio Valério (PSDB) que deixou a direção estadual do partido em maio afirmou em entrevista ao podcast da coluna de opinião Sim & Não do Jornal A CRÍTICA que deve decidir sobre uma possível candidatura ao Governo do Estado até meados de dezembro.

O senador também defendeu o voto impresso, principal bandeira da reeleição do presidente Bolsonaro (sem partido), que pode ser derrubada na Câmara na volta do recesso. Durante o podcast, Valério reclamou que a discussão sobre o voto impresso foi muito politizada. 

O parlamentar chegou a relatar que já teve problemas com a urna eletrônica durante duas eleições. Uma quando concorreu ao Senado pelo Partido Verde e outra quando foi candidato a prefeito de Manaus. 



Segundo Plínio, nas duas ocasiões, o seu comitê de campanha recebeu denúncia de eleitores que digitavam o número, mas aparecia a foto de outro candidato. 

“O que a gente quer é o comprovante. Qual é o problema de ter um comprovante. Um comprovante que a pessoa nem vai tocar. Não se vai contar o papel. Só vai ter contagem do papel se tiver denúncia”, finalizou.

Candidatura

Em entrevista aos editores da coluna Aruana Brianezi, Luana Carvalho e Dante Graça, o senador disse que está confortável como senador da República, no entanto, segundo ele, ao visitar o Amazonas é muito cobrado por eleitores para se lançar como governador. Caso não vislumbre, até dezembro, um candidato que mereça seu apoio, Plínio diz que avalia ser ele mesmo candidato. 

“Tenho receio de não corresponder como tem que ser, sair de um senador super popular para um governador no primeiro ano rejeitado. Eu projeto um primeiro ano de desgaste, (combatendo) corrupção, desmando, licitações fraudulentas, interferências... Então vamos ter que atingir isso daí sob pena de ser mais um”, declarou Plínio. 

Valério registrou que deixou a presidência estadual do PSDB no Amazonas porque estava muito atarefado com o mandato no Senado, mas que a relação com o ex-prefeito de Manaus, Arthur Neto, é muito boa e não está abalada.  Questionado se apoia algum nome para corrida eleitoral majoritária de 2022, disse que não apoia nenhum nome colocado, inclusive o nome de Arthur Neto. 

Valério contou que após pedir para deixar a presidência estadual do PSDB para dar mais atenção às tarefas de ouvidor, recebeu convite de ao menos seis partidos. 

CPI das ONG`s

De acordo com Valério, após o recesso parlamentar que termina na próxima semana, o presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se comprometeu em reunir os líderes de partidos para coletar indicações de membros da CPI da das ONG´s da Amazônia. 

Com a instalação da CPI da Covid por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Valério chegou a pedir que o seu requerimento fosse lido antes. O requerimento já conta com as assinaturas necessárias, mas Plínio atribui a demora na instalação da CPI ao ritmo de cada presidência. 

Em 2019, Plínio apresentou o pedido de criação da CPI para tentar investigar a liberação de recursos públicos para as organizações não governamentais (ONGs) e as organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips) que atuam na Amazônia e já foram apontadas pelo presidente Jair Bolsonaro como uma das causas do avanço dos desmatamentos na região. 

Durante a entrevista, o tucano chamou o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) de “piores inimigos da Amazônia” porque, para o senador, os órgãos são “militantes”.

“Eu acho isso porque quando a gente consegue o Ministério Público vai e mete uma liminar. Mas eles fazem de má fé? Não, é falta de conhecimento, mesmo. Eles estão aqui, não estão lá, não conhecem a nossa vida. Não estamos falando de desmatar a floresta, mas sobreviver dela”, explicou. 

Sobre a CPI da Covid, Valério afirmou que escolheu não participar dela porque não é do seu perfil fazer parte de colegiados investigatórios. Na avaliação dele, a CPI começa a encontrar caminhos, mas que ainda há muitos exageros e fez ressalvas ao G7, grupo de sete senadores independentes e de oposição. 

“São 11, mas quando vejo um grupo de 7 se reunindo para definir não é certo, isso. Acho errado sete decidir por onze. Respeito a CPI, respeito os senadores que estão lá. Foi opção minha não ir, mas repito que a expectativa que se tem da CPI é uma e a entrega vai ser outra”, disse.


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