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Cotidiano
PARCERIA

Senai e Fiocruz apresentam novo método para detectar dengue e malária

O protótipo promete resultado em até quatro horas, sendo que pela prática atual o prazo é de sete a 12 dias. O projeto pode ser aplicado na Rede Básica de Saúde 31/01/2017 às 15:40 - Atualizado em 01/02/2017 às 14:07
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Foto: Reprodução/ Internet
acritica.com Manaus (AM)

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Amazonas), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz - Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia), criou cinco protótipos para detecção de doenças como dengue, malária e tuberculose, por meio de teste rápido. Trata-se do primeiro projeto do Instituto SENAI de Inovação (ISI em Microeletrônica), que terá início daqui a mais de uma semana, com apresentação dos resultados ao Ministério da Saúde (MS), e com possibilidade de ser aplicado na Rede Básica de Saúde.

Com a utilização do novo método, o resultado do exame pode sair em até quatro horas, sendo que pela prática atual o prazo é de sete a 12 dias. O projeto, desenvolvido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz - Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia), tem o objetivo de atender principalmente o Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o vice-diretor de Pesquisa da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, a intenção do projeto é atender aos anseios de laboratórios com menor estrutura, devido ao seu baixo custo e eficácia e, principalmente, detectar de forma rápida as moléstias para execução de um tratamento imediato.

“Os exames de sangue mais comuns para detecção das moléstias são pelo método de IgM, que detecta a doença a partir de sete dias, e o isolamento viral, que leva de dez a 12 dias para identificar o vírus”, diz Naveca.

O diretor do ISI, José Roberto Casarini, revela que a inovação do dispositivo está em apresentar duas competências, a biomédica, de responsabilidade da Fiocruz, e a eletrônica, desenvolvida pelo Senai Amazonas.

O desafio tecnológico dos pesquisadores do ISI em Microeletrônica foi o projeto e construção de um protótipo para detectar moléstias, com o mínimo de investimento e cujo custo final seja acessível ao SUS, de fácil operação e disponibilizado em quantidade para atender as mais distantes comunidades do país.

O analista de inovação do ISI, Carlos Pereira, diz que o baixo custo está ligado diretamente à técnica escolhida para execução do ensaio, que ainda é mantida sob sigilo.

A parceria Senai Amazonas e Fiocruz começou em dezembro de 2015 e levou um ano até a fase de testes e aprovação.

*Com informações da assessoria de comunicação

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