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Sentença do processo envolvendo morte de turista inglesa deve demorar ainda duas semanas

A advogada inglesa Gillian Metcalf morreu aos 54 anos, vítima de um acidente entre duas lanchas no Rio Negro, em setembro de 2013, nas proximidades do Porto da Ceasa, Zona Leste de Manaus. O marido da inglesa, Charles, e a filha, Alice, vieram acompanhar a instrução processual de julgamento 03/08/2015 às 16:06
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O marido e a filha de Gillian Metcalf, Charles e Alice, compareceram na instrução processual de julgamento
Acritica.com Manaus (AM)

O juiz de Direito, Henrique Veiga Lima, da 9ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), encerrou a audiência de instrução e julgamento, no fim da manhã desta segunda-feira (3), e abriu prazo para as alegações finais em memoriais no processo envolvendo a turista inglesa Gillian Metcalf. De acordo com a estimativa do magistrado, a sentença deve ser divulgada em duas semanas.

Gillian morreu aos 54 anos, vítima de um acidente de barco no Rio Negro, no dia 5 de setembro de 2013, próximo a Manaus. Ela estava ao lado do marido, Charles Metcalf, e das filhas Natasha e Alice Metcalf. Tanto Charles quanto Alice depuseram como testemunhas de acusação numa audiência em maio e voltaram a estar presentes hoje, mas desta vez apenas como ouvintes. Os réus Mailson Roberto Gomes e Raimundo Nonato Lima de Oliveira também estiveram presentes e foram ouvidos na audiência desta segunda-feira.

"O Ministério Público e a defesa vão arregimentar as provas. Em duas semanas, teremos este processo sentenciado. Já era para ter sido encerrado. Mas algumas testemunhas não se fizeram presentes na primeira audiência. Hoje encerramos a instrução e as provas já foram apresentadas. Agora foi aberto um prazo para as alegações finais da acusação e da defesa", explicou o juiz Henrique Veiga Lima.

Mailson confessou que não portava habilitação para pilotar barcos e adquiriu um documento falso após o acidente. Ele também deve responder por esta ação em outro processo na Justiça. Além dos dois réus, o guia de turismo, Jailson Pereira de Jesus, foi a única testemunha a ser ouvida nesta segunda. 

"Temos, no fato concreto, um homicídio culposo. Ninguém saiu de casa com o propósito de matar ninguém. A pena para este crime é pequena, de um a três anos. Talvez agrave porque alegaram que faltou a prestação de socorro. Isso que a defesa e o MP vão se digladiar para provar a tese que abraçar", completou o magistrado.

O viúvo Charles, que mora em Kent, na Inglaterra, e estava de férias com a família em Manaus quando aconteceu o acidente, afirmou que move o processo para que acidentes como este não se repitam. "Achamos que os dois são culpados e é isso que esperamos da Justiça. O mais importante é que eles entendam as suas responsabilidades nos rios. É preciso haver mais segurança. Isso é mais importante do que eles passarem um tempo na prisão", analisou o inglês, referindo-se à possibilidade dos réus não irem à prisão mesmo sendo condenados.

Relembre o caso

Gillian, o marido e suas duas filhas estavam em direção ao hotel de selva Juma Amazon Lodge quando o acidente ocorreu no Rio Negro, às margens de Manaus, depois que o barco em que estavam tinha abastecido num “pontão” (posto de combustível flutuante).

Segundo testemunhas, o condutor da outra lancha se aproximou em alta velocidade e bateu na embarcação. Depois da colisão, o condutor não teria prestado socorro às vítimas e se afastou do local. A lancha dos turistas fazia serviços exclusivos para o resort e a empresa prestou toda assistência aos acidentados. Já a outra lancha não estava regularizada, supostamente. A Marinha abriu inquerito para investigar as causas do acidente.

As vítimas foram levadas ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, também na Zona Leste, mas Gillian não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada na unidade de saúde. Segundo o laudo de necropsia realizado pelo IML, a causa da morte da inglesa foi traumatismo craniano.

* Com informações da assessoria

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