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Sepror e Basa lançam programa para facilitar pagamento da dívida dos produtores rurais

Produção rural: Além da possibilidade de acertar as contas, o objetivo do projeto é também proporcionar melhoras nas metas do Plano Safra 10/09/2015 às 10:25
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As enchentes anuais na região são um dos fatores que prejudicaram a produção agrícola e a pecuária no Amazonas
Saadya Jezine Manaus (AM)

Secretaria de Estado de Produção Rural e Sustentabilidade (Sepror) e Banco da Amazônia (Basa) lançaram um plano para produtores rurais diminuírem a taxa de inadimplência que soma mais de 50% em todo o Estado do Amazonas. O “Pronaf em Dia” foi apresentado ontem pelo secretário da Sepror, Sidney Leite, e o superintendente regional do Basa, Miguel Nuno Seiffert. A meta é diminuir 80% do numero de devedores para que eles se enquadrem nos Programas oferecidos pelo governo.

Os municípios de Manacapuru, Iranduba, Careiro da Várzea, Rio Preto da Eva são os que mais contribuem em termo de produção no estado, tendo como potencialidades, hortaliças e fruticultura. Itacoatiara e Maués estão entre os municípios que apresentam o maior número de inadimplência, “merecendo dessa maneira, uma atenção especial” destacou Miguel Seiffert.

O objetivo do Programa de Agricultura Familiar (Pronaf) é aumentar o índice de adimplentes (pagamentos), para que municípios, estado e governo federal aumentem a arrecadação através da liberação e consequentemente, do aumento do crédito para produtores. No entanto, são medidas que impulsionam a realização do objetivo final, que é o fortalecimento do Plano Safra 2015/2016, destacou o superintendente do Basa, Miguel Seiffert.

Segundo Sidney Leite, o Plano Safra tem R$ 362 milhões disponíveis para investimento em mecanização e insumos, mas com o baixo índice de adimplência, o Programa não tem como operar normalmente. “É uma reação em cadeia. O produtor fica sem acesso ao crédito, diminui sua capacidade de produção e consequentemente, gera impacto na produção do estado também”, destacou o secretário.

Refinanciamento

“A média da dívida dos produtores gira em torno de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil. Isso significa dizer que com esse Plano lançado, com R$ 300 ele renegocia a sua dívida e o restante, ele tem a possibilidade de pagar em dez anos. E a partir do momento da primeira parcela até a segunda, ele tem 1 ano de carência”, destacou Sidney Leite.

As negociações podem ser realizadas nas sedes do Basa do interior e da capital, ou através dos escritórios do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas  (Idam).

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