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‘Serei a primeira mulher negra eleita presidente’, diz Marina Silva em visita a Manaus

Segunda colocada na corrida presidencial, a candidata do PSB reafirma, em Manaus, que dará ‘a outra face’ em referência aos ataques dos adversários e que não acabará com programas sociais, como o do Bolsa Família 22/09/2014 às 10:48
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Ex-senadora Marina Silva participou de um ato público sobre mudanças climáticas no Museu da Amazônia e de comício no bairro Alvorada, Zona Oeste
luciano falbo ---

Depois de ver a candidata do PT à reeleição para o Planalto, Dilma Rousseff, abrir sete pontos de vantagem, e virar o principal alvo de ataques das campanhas presidenciais nas últimas semanas, Marina Silva (PSB) disparou ontem contra o “marketing selvagem” praticado contra ela e disse que não vai revidar aos ataques dos adversários. A presidenciável afirmou que trabalha “a ideia da outra face”.

Em sua passagem pela capital do Amazonas ontem, Marina também declarou que será “a primeira mulher negra eleita presidente da República”, enquanto foi ovacionada por militantes do PSB no Amazonas e ambientalistas, no ato público pela “Responsabilidade no Enfrentamento das Mudanças Climáticas”, no Museu da Amazônia, localizado na avenida Margarita, no bairro Cidade de Deus, Zona Norte. À noite, a candidata fez comício no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste.

Durante a semana, Marina dedicou o horário eleitoral na TV afirmando que não acabará com o Bolsa Família. “Não há nada de contra-ataque. Nós estamos trabalhando a ideia da outra face. Eu tenho sido muito agredida. (Dizem) que vou acabar com o Bolsa Família, com o Minha Casa Minha Vida, com o Mais Médicos, a exploração do Pré-sal, a Transnordestina, a transposição (do rio) São Francisco”, disse a ex-senadora.

A candidata do PSB afirmou que espalhar boatos de que ela quer acabar com o FGTS e com o 13º salário é querer subestimar a inteligência da sociedade. “Eu chamo do marketing selvagem, para o qual não existe argumento e para o qual só tem um remédio: o discernimento. E nós decidimos que vamos oferecer a outra face em tudo”, acrescentou.

“Não vamos retrucar na mesma moeda. Jamais vamos fazer com a presidente Dilma e com o Aécio o que eles estão fazendo conosco. Vamos, tão somente, ser coerentes com o termo de referência que colocamos: manter as conquistas, aperfeiçoá-las, corrigir os erros para não ser complacentes e encarar os novos desafios”, disse.

Ela disse que quer fazer o debate e “não o embate”. “Tratar de propostas e não, simplesmente, ficar tentando destruir a candidatura dos adversários. Eu repito várias vezes, nosso objetivo não é destruir a Dilma e o PT. Nosso objetivo não é destruir o PSDB e o governador Aécio. Nosso objetivo é, tão somente, constituir um novo padrão para política e um novo padrão para o nosso modelo de desenvolvimento”, afirmou.

No comício, Marina, que é evangélica, rebateu as críticas de que se eleita irá deixar a religião interferir nas suas decisões como presidente. Defendeu o Estado laico e lembrou que essa é uma luta das religiões protestantes.

BR-319 e alternativas à ZFM

A presidenciável, que no Amazonas carrega o estigma de ter sido a ministra que “brecou a construção da BR 319”, voltou a repetir ontem que a estrada ainda não provou ser viável.

Marina disse que enquanto foi ministra do Meio Ambiente não abriu mão da prova de que grandes obras como a transposição do Rio São Francisco eram viáveis. “Não abrimos mão de nenhum desses requisitos”, disse. “A BR 319, até hoje, não provou sua viabilidade econômica, social e ambiental. Qualquer empreendimento, para ser feito, precisa dessa comprovação”, completou.

Marina afirmou que a Zona Franca de Manaus é importante nos três aspectos do desenvolvimento. “É preciso que se tenha e que se continue com a Zona Franca. Mas é preciso que se busquem alternativas para que o Amazonas não seja o ‘samba de uma nota só’. É possível ter várias notas musicais no desenvolvimento sustentável”.

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