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Sérgio Fontes afirma que delegado flagrado agredindo detentos permanece afastado do cargo

Secretário de Segurança reforçou que a suspensão do delegado foi determinada logo após a primeira denúncia e reafirmou que mesmo com a transferência dele para outro município, Trindade não pode exercer a função de delegado 21/10/2015 às 17:43
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Em junho, Daniel Trindade havia sido denunciado por promover brigas entre detentos, chamado por ele de projeto MMA para ressocializar presos
Kelly Melo Manaus (AM)

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O secretário de Segurança Pública (SSP–AM), Sérgio Fontes, desmentiu o delegado Daniel Trindade, denunciado por A CRÍTICA por agredir três presos com ripadas nas mãos e na sola dos pés em uma das celas da delegacia de Juruá (a 571 quilômetro de Manaus), ontem. De acordo com Fontes, embora tenha sido transferido para Carauari, o delegado permanece afastado das funções e não pode atuar como policial civil. À reportagem, Trindade informou que estava aguardando para assumir a função de delegado no município. 

Em junho, Daniel Trindade havia sido denunciado por promover brigas entre detentos, chamado por ele  de projeto MMA para ressocializar presos. Nas duas situações, o policial foi filmado em câmeras de celular, cujos vídeos caíram nas redes sociais. 

O secretário de segurança reforçou que a suspensão do delegado foi determinada logo após a primeira denúncia e reafirmou que mesmo com a transferência dele para outro município, Trindade não pode exercer a função de delegado. “Ele está suspenso da polícia. Independente da lotação, ele não pode exercer a função. Agora ele terá mais um processo, no qual vai poder se defender, mas as imagens são contundentes e vai ser difícil de explicar”, avaliou Fontes, ao ressaltar que o sistema de segurança não compactua e nem aprovada esse tipo de postura de seus servidores. 

Em nota, o delegado–geral da Polícia Civil, Raimundo Nonato Acioly, informou que vai instaurar um novo inquérito policial para apurar a conduta do delegado. Simultaneamente, novo Processo Administrativo Disciplinar (PAD) será aberto pela Corregedoria-Geral da SSP.  Caso as denúncias sejam comprovadas, Daniel Trindade pode até ser demitido do cargo.

De acordo com a SSP, o delegado Daniel Trindade já responde a dois Processos Administrativos Disciplinares (PADs) e uma Sindicância Administrativa (SAD), este último que apura denúncias  de exploração sexual de cinco meninas entre 11 e 16 anos.

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