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Servidores da Sefaz estão prontos para realizar greve

Os colaboradores alegam perda de competências legais e prejuízos salariais. Auditores fiscais são convocados para atuar em caso de greve  03/10/2015 às 12:27
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Secretário executivo Jorge Jatahy afirma que a suposta perda de competência é inverídica
Acritica.com Manaus (AM)

Um grupo de servidores fazendários, formado por técnicos e assistentes, ameaça realizar uma greve, sob a alegação de perda de competências legais e prejuízos salariais.

Para a Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), a intenção da categoria contraria a união de forças que Estado necessita para enfrentar a crise econômica e a redução da arrecadação.

De acordo com o Secretário Executivo da Receita, Jorge Jatahy, a suposta perda de competência é inverídica, pois as carreiras têm atividades e competências específicas estabelecidas por lei, e que nunca existiu o compartilhamento alegado pelos fazendários.

“Outro ponto de reivindicação da categoria é a sistemática de reajuste automático mensal em função da arrecadação, questionada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), e contestada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), por não atender ao mecanismo da data-base anual”, ressalta Jatahy.

Auditores de sobreaviso

Por conta da ameaça de greve, o Diretor de Fiscalização Hisashi Toyoda convocou todos os auditores fiscais para assumirem as atividades que possivelmente possam ser paralisadas em caso de eventual paralisação.

“Agiremos como na greve da Suframa. Quando nossos fiscais assumiram as funções exercidas pelos grevistas, impedindo o impacto na economia do Estado”, declarou Toyoda.

Toyoda, porém, não acredita na deflagração de uma greve geral. Em 2010, ano em que foi realizada a última greve dessa categoria, os auditores também assumiram as funções dos grevistas e vários procedimentos foram informatizados.

A Secretaria Estadual de Fazendo informou ontem que espera que prevaleça o bom senso dos servidores fazendários, pois uma paralisação de serviços ou o atraso no andamento de processos será um desserviço à instituição, ao Governo do Estado e a sociedade amazonense, principalmente por serem os servidores mais bem pagos do Estado do Amazonas. 

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