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Servidores da Suframa entram em greve nesta quinta-feira por tempo indeterminado

Paralisação dos funcionários da autarquia federal deve causar prejuízo diário de R$ 300 milhões, segundo Cieam 21/05/2015 às 10:47
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Durante assembleia no dia 15, servidores da Suframa votaram pela paralisação por tempo inderteminado
saadya Jezine Manaus (AM)

Servidores vão cumprir a decisão tomada em assembleia na última sexta-feira (15) e iniciar greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (21). Conforme o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), o prejuízo pode chegar a R$ 300 milhões por dia de paralisação. Em aproximadamente dois meses, as empresas da Zona Franca de Manaus começarão a sentir o impacto da greve, segundo afirma o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Athaídes Mariano.

Anderson Belchior, presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), afirma que nessa greve atual, deixaram as reivindicações mais administrativas para focar na reestruturação da carreira. O veto (dia 8) da presidente Dilma a um artigo presente na MP 660, que se refere à equiparação salarial dos servidores da Suframa é o motivo da atual greve.

“Estamos negociando com o governo federal desde 2006, e fomos enganados em 2013 e 2014. O governo federal não quer resolver. Nós passamos pela Câmara com 354 votos e passamos pelo Senado por unanimidade, foram 81 votos. E a presidente da República não respeitou a voz do povo e não respeitou o Congresso Federal e vetou a decisão dada por eles”, destaca o presidente do Sindiframa.

Reivindicação

Para o vice-presidente da Fieam, a reinvindicação dos servidores da Suframa é “muito digna e pertinente. Por isso, é necessário que o governo federal encontre um ponto de equilíbrio. Se não pode agora porque a economia está difícil, que faça um acordo com eles. Que comecem a estabelecer um diálogo”, afirma Athaídes Mariano.

No entanto, para o presidente do Sindframa, a greve só será encerrada “se o Ministério do Planejamento ou a Casa Civil mostrarem pelo menos a medida que deve ser tomada para a reestruturação da carreira”, destaca Anderson Belchior.

A paralisação começa com as áreas não essenciais, respeitando o tempo de 48 horas para ser executada segundo a Lei da Greve, e posteriormente as essenciais, respeitando as 72 horas. “Hoje, não teremos paralisação na área de liberação de mercadorias e de acompanhamento de projetos industriais, mas todas as outras estão paradas. Tivemos dificuldade de entregar algumas notificações, mas a partir de sexta-feira (22), se conseguirmos entregar todos os documentos, a paralisação será geral”, destaca Belchior.

Para o vice-presidente da Fieam, o impacto da greve dos servidores da Suframa deverá ser sentido em médio prazo. “Normalmente as empresas tem um estoque médio de três meses – salvo algumas exceções”.

Cieam aciona Justiça contra paralisação

O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) decidiu ajuizar uma ação coletiva contra a greve dos servidores da Suframa. A decisão foi tomada na tarde desta quarta-feira (20) durante assembleia geral extraordinária, que reuniu empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) associadas da entidade.

De acordo com o presidente do Cieam, Wilson Périco, defender os direitos dessas empresas de executar suas atividades é papel do Cieam. “Somos solidários aos pleitos dos servidores da Suframa. No entanto, temos que defender os direitos de nossos associados. Isso não tem nada contra o movimento dos servidores, mas entendemos que a sociedade não pode ser penalizada pela falta de bom senso e entendimento do governo federal para com os servidores”.

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Fim da greve depende do Governo Federal

Para o presidente do Sindiframa, o fim da greve está nas mãos do governo. “Eles nos chamando para emitir uma medida provisória ou os nossos parlamentares derrubando o veto, a gente sai da greve”, afirma o dirigente sindical.

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