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Servidores da Suframa suspendem paralisação após votação de relatório ser adiada

Com adiamento da votação da MP 660, servidores vão aguardar até terça-feira (31), quando a matéria volta à pauta. e ameaçam greve 26/03/2015 às 11:08
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Servidores voltam às atividades após adiamento da votação da MP que inclui emenda favorável aos funcionários
Saadya Jezine Manaus (AM)

A votação do relatório final da MP 660/2014 - que inclui a equiparação salarial dos servidores da Suframa aos quadros do funcionalismo federal - foi adiada para a próxima terça-feira (31). Segundo informou a assessoria do Senado Federal, o adiamento ocorreu devido a pedido de vista de deputados federais. Desde a última terça-feira (24), os funcionários da Suframa paralisaram algumas atividades na autarquia. Segundo informou o presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa) a paralisação está suspensa até terça-feira, quando a matéria volta à pauta.

O relatório do deputado Silas Câmara (PSD-AM) foi apresentado nesta quarta-feira (25) acolhendo 37 das 68 emendas apresentadas pelos parlamentares, incluindo a que beneficia os servidores da Suframa. A Comissão Mista que analisa a MP 660 é presidida pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO).

“Estivemos em Brasília para articular a aprovação da emenda que resolve o pleito que os servidores tem desde 2008 (reestruturação da carreira), por meio da MP 660, No entanto, a votação foi adiada”, afirma o presidente do Sindframa, Anderson Belchior. “Ressalte-se que em 2014 o governo federal enganou os servidores após um grupo de trabalho que durou 230 dias e respondeu negativamente (mesmo sem qualquer base técnica) aos pleitos dos servidores”, diz o presidente.

Diante, disso, a paralisação dos servidores da Suframa foi suspensa na tarde de ontem, segundo informou o Anderson Belchior. “Nossa mobilização tem o objetivo de chamar atenção dos parlamentares da região da Amazônia Ocidental (Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia e Roraima) para o estado de abandono que a Suframa está, especialmente quanto à perda de mão de obra qualificada pela baixa atratividade da remuneração”, destaca Belchior.

Ele acrescenta que, do concurso de 2008, 40% dos servidores aprovados já deixaram a autarquia. “No concurso de 2014 (homologado em julho) perdemos 30%. Tendo alguns cargos sem a possibilidade de reposição (economistas, analistas de sistemas, engenheiros e outros cargos). O que em médio prazo impactará negativamente na qualidade dos serviços prestados”, finaliza o sindicalista.

Movimento não causou impactos negativos

Para o presidente do Sindframa, a paralisação de três dias nos processos de vistoria e análise de projetos não geram impactos financeiros para indústria, comércio e serviços. “Já estão abastecidos, quer seja de mercadorias para datas comemorativas (Semana Santa e Páscoa), quer seja para produção”, diz Anderson Belchior.

Wilson Périco, presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), afirma que concorda com a legitimidade da luta dos servidores da Suframa, mas que parece ser uma medida equivocada.

“Nós reconhecemos a luta dos servidores da Suframa, e a importância de suas reivindicações, mas me parece um momento inoportuno para essa ação de paralisação”, afirma Périco. Para ele, a medida provisória, que ainda não foi votada, conta com todas as emendas discutidas, no entanto, segue um trâmite até sua aprovação. “Essa ação dos servidores da Suframa veio antes do fim desse processo”, ressalta Périco.

No entanto, ele aponta para a preocupação ocasionada pela situação geral da Suframa. “ Os impactos são mais abrangentes, prejudicando a imagem da nossa região e da autarquia”, afirma Wilson.

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