Sábado, 25 de Maio de 2019
EDUCAÇÃO

Servidores da Ufam suspendem greve após adiamento de votação da Previdência

Votação foi adiada para o dia 19 de janeiro após Temer não conseguir número suficiente de votos na Câmara. Trabalhadores voltam ao trabalho a partir desta quarta (20)



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Foto: Divulgação
19/12/2017 às 16:05

Ao completar 36 dias de greve os técnico-administrativos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) decidiram suspender o movimento após o anúncio de que o governo Temer não conseguiu o número suficiente de votos para a aprovação da proposta de Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. O que obrigou Temer a adiar a votação para 19 de fevereiro. Os trabalhadores voltam ao trabalho a partir desta quarta-feira (20).

A decisão foi tomada em assembleia geral de greve realizada pelo CLG/Sintesam (Comando Local de Greve/Sintesam), na manhã desta terça (19), no hall da FCA (Faculdade de Ciências Agrárias).

O CLG/Sintesam também manteve uma audiência com o reitor, Sylvio Puga, quando foi entregue o ofício informando a decisão da categoria, quando foi discutido o processo para evitar o registro e o desconto dos dias parados pelos técnico-administrativos. Na audiência ficou acertada a formação de uma comissão entre Reitoria e Sintesam para tratar das negociações e elaboração do plano de trabalho para reposição dos dias nas unidades em que os gestores apontaram o código 065 (ausência por motivo de greve).

O coordenador Geral do Sintesam, Francisco Viana, explicou que o movimento da categoria tem como objetivo a defesa da Universidade pública e gratuita, dos trabalhadores e da sociedade que está sendo ameaçada com as medidas propostas pelo Governo Federal. “Não gostamos de fazer greve, mas também não podemos ficar de braços cruzados diante deste quadro prejudicial à sociedade”. O CLG/Sintesam manifestou a preocupação com o corte de ponto dos trabalhadores que aderiram ao movimento e ressaltaram a pressão que gestores fizeram para intimidar e esvaziar a participação dos trabalhadores na greve.

O reitor Sylvio Puga explicou que, apesar de alguns gestores terem apontado o código 065, a administração superior da UFAM vai realizar uma reunião, na semana que vem, com estes para dialogar e fechar o acordo sobre a reposição dos diasconforme orientação doForgepe/Andifes (Fórum de Pró-reitores de Gestão de Pessoal. A pró-reitora de Gestão de Pessoal, Vanusa Firmo, garantiu que o 065 não vai ser descontado nem indexado ao registro funcional do servidor.O reitor Sylvio Puga voltou a ressaltar não querer a punição de ninguém, mas que tem de seguir a legislação.

“Nós seguramos todos os processos e aguardamos o fim da greve para realizar as negociações”. Ao final da audiência ficou acertada a formação da comissão, integrada pela Reitoria e Sintesam, para as conversas de negociação.

A categoria seguiu a orientação do Comando Nacional de Greve (CNG) que, no último dia 15, aprovou o indicativo de suspensão da greve, em reunião na Universidade de Brasília (UnB). Após análise de conjuntura, os delegados consideraram o movimento paredista vitorioso com o adiamento da votação da reforma da Previdência para fevereiro de 2018. O governo federal não conseguiu alcançar os 308 votos necessários para aprovação.

Na avaliação da Fasubra foram 36 dias de intensa mobilização dos trabalhadores técnico-administrativos, com ações no Congresso Nacional em audiências públicas em defesa dos servidores públicos, do serviço público e da educação pública. A única Categoria do serviço público federal que se levantou contra os ataques do governo ilegítimo de Michel Temer, deflagrando greve nacional, os trabalhadores técnico-administrativos das instituições públicas brasileiras de ensino superior, técnico e profissional.

Na avaliação de conjuntura, a coordenadora do Sintesam, Ana Grijó, foi breve ao afirmar que “a luta não acabou diante da conjuntura que se apresenta. As ameaças voltam em 2018, sobretudo em relação a carreira dos TAEs e a própria Reforma da Previdência. Precisamos manter a esperança e a luta que está impedindo a aprovação dessa medidas”. O coordenador Francisco Viana destacou a participação dos técnic-administrativo na luta e destacou que “esperamos contar com todos que estão aqui e os que ainda não estão”.


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