Terça-feira, 02 de Junho de 2020
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Servidores decidem que greve da Suframa será por tempo indeterminado

Paralisação dos trabalhos da autarquia inicia no próximo dia 21. Principal motivo da greve é o veto ao reajuste salarial dos trabalhadores do órgão



1.jpg Durante assembleia, servidores da Suframa votaram pela paralisação por tempo inderteminado
15/05/2015 às 19:42

Aproximadamente 300 servidores, reunidos na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) na tarde desta sexta-feira (15), decidiram paralisar as atividades do órgão. Por unanimidade, eles decidiram que a greve será por tempo indeterminado e iniciará no próximo dia 21.

A principal reivindicação dos servidores é a reestruturação salarial, vetada pela presidente Dilma Rousseff (PT) na Medida Provisória 660.



"Em uma mesa de negociações onde tem representantes do Ministério do Desenvolvimento,  Ciência e Tecnologia, o salário varia de R$ 12 mil a R$ 15 mil, enquanto nós ganhamos apenas R$ 4 mil", lamentou Anderson Belchior, presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindiframa).

"O fim da greve só acontecerá se o veto presidencial for derrubado no congresso nacional, ou se uma nova medida provisória proposta pelo executivo seja publicada pela presidente " destacou Anderson Belchior.

Ele afirmou que o veto da presidente é apenas mais uma comprovação que a Zona Franca não é prioridade para o Governo Federal.

Efeitos da paralisação

A ideia, segundo Belchior, é paralisar 70%  das atividades, mantendo apenas aquelas que são indispensáveis para a sociedade, como a liberação de medicamentos e alimentos. Comércios e indústrias serão os primeiros a sentirem o efeito da greve.

"Quem sentirá mais no bolso, será o empresário.  O impacto pra população não acontecerá de imediato, o impacto pro empresário vai acontecer logo porque ele tem o poder econômico e financeiro pra fazer pressão junto a presidente da República", disse Belchior.

O órgão vem negociando com o Governo Federal desde 2006. Os servidores alegam terem sido enganados em 2013 e 2014.

Para dar fim à greve, Anderson Belchior afirmou que o Governo Federal precisará chamar os servidores para editar uma medida provisória ou os parlamentares terão que derrubar o veto.

Histórico

Em 2014, após diversas tentativas de negociações com o Governo Federal, os servidores da autarquia cruzaram os braços. O movimento causou um prejuízo de R$ 300 milhões ao dia para a indústria local. Após 47 dias, a greve foi interrompida.


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