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Cotidiano
GREVE ENCERRADA

Servidores dos Correios do AM acompanham decisão nacional e encerram greve no Estado

A paralisação, que já durava 10 dias, terminou sem nenhuma das reivindicações ser atendida. Porém, eles continuam em “estado de greve” 09/05/2017 às 11:04 - Atualizado em 09/05/2017 às 11:08
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Foto: Agência Brasil
Vinicius Leal Manaus (AM)

Acompanhando a decisão nacional de encerrar a greve dos Correios, os funcionários da empresa no Amazonas também deram por fim a paralisação que já durava 10 dias no Estado, sem nenhuma das reivindicações ter sido atendida. O término da greve foi decidido ontem durante assembleia geral em Manaus, porém os trabalhadores continuam em “estado de greve”.

“Houve um encaminhamento do comando de greve ontem, a partir do momento que saíram da greve Rio e São Paulo. Diante do quadro, o comando de greve analisou e, mesmo estando com muitos trabalhadores, mesmo sendo uma greve forte, não tinha mais condição de permanecer. Então aprovamos a suspensão”, explicou Luiz Ribeiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Amazonas (Sintect-AM).

Segundo ele, nenhuma das reivindicações exigidas pelos trabalhadores foi atendida pela presidência dos Correios. “Pedimos apenas a compensação dos dias parados. Todo o restante, a proposta do DDA, a OAI, o fechamento das agências, a demissão motivada e a suspensão de férias, tudo nós rejeitamos. A única coisa que a gente aceitou foi a compensação dos dias parados”, afirmou Luiz Ribeiro.

Entretanto, as exigências deles continuam em pauta de discussão, e deverão ser novamente solicitadas e negociadas com a empresa. “Ficou para outra oportunidade. Vamos renovar e discutir em um novo momento, provavelmente no acordo coletivo a partir de 1º de agosto. O movimento mantém o mesmo posicionamento”, afirmou Luiz Ribeiro.

Estado de greve

Mesmo a greve tendo terminado, os trabalhadores decidiram continuar em “estado de greve”, já que nenhuma das reivindicações foi atendida. “Foi votada a permanência do estado de greve. Não estamos em greve, mas em estado de greve. Significa que a qualquer momento que a empresa fizer um novo ataque, poderemos parar sem precisar de edital e nem avisar a empresa de data. A empresa já está avisada. Só vamos comunicar a imprensa. É o que permite a lei de greve”, explicou Luiz Ribeiro.

Reivindicações

As reivindicações dos trabalhadores dos Correios são: não à demissão em massa de funcionários – a proposta é demitir 25 mil em todo o País; não ao fechamento de agências – a princípio serão fechadas 250 agências no País e seis só no Amazonas; manutenção e retorno do calendário de férias – suspensas por decisão unilateral da empresa; e pelo fim de dois regimes de trabalho – o DDA, que aumentou as operações de entrega de correspondência por servidor e o OAI, que aumentou as operações de triagem das correspondências.

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