Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019
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Sessão na Câmara de Iranduba tenta definir novo comando da Casa e cassação de Prefeito

Cerca de 60 pessoas acompanham a sessão, que conta com a presença de apenas nove vereadores - até o presidente da Casa Legislativa foi preso na operação realizada pela Polícia Federal no município. Comissão especial processante foi instalada para analisar cassação de Xinaik Medeiros



1.jpg Cassação do prefeito afastado de Iranduba, Xinaik Medeiros, deve ser a pauta principal do dia
17/11/2015 às 12:04

Cerca de 60 pessoas estão na Câmara Municipal de Iranduba, na manhã desta terça-feira (17), para acompanhar a sessão do dia após vários vereadores serem presos pela Polícia Federal. Hoje, eles devem decidir quem assumirá o comando da Casa Legislativa, já que o presidente, Paulo Bandeira (PSD), também está detido. Uma possível cassação do prefeito afastado, Xinaik Medeiros, também pode entrar na pauta do dia.

O vice-presidente Francisco Elaime (PSC) e os outros oito parlamentares fizeram uma reunião fechada antes do início da sessão. Em seguida, eles ocuparam as cadeiras no plenário. Os vereadores Antônio Alves (PT) e Gerlande Rodrigues (PTN), que estavam foragidos, se entregaram na sede da Polícia Federal, no bairro Dom Pedro, em Manaus, nesta manhã.



Mais cedo, Jarmison Azevedo (PTB) solicitou a presença da polícia na sede da Câmara, após ser xingado de "ladrão" por um eleitor. O político, inclusive, exigiu respeito e chegou a ameaçá-lo de prisão.

Com a segurança reforçada, os trabalhos foram abertos por volta de 10h30, presidido pelo vice-presidente da Casa, Francisco Elaime. Ao todo, nove vereadores participam da sessão - Cristiane Maranhão segue de licença maternidade.

Cassação

Abertura da sessão ordinária teve a leitura do seguinte versículo bíblico, retirado do Salmos 91:7: "Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido", lido pelo vereador Ernandes Rocha. Após a declaração, populares riram com a "coincidência". Em seguida, um dos primeiros temas foi o prefeito afastado do município, Xinaik Medeiros.

O vice Francisco Elaime deu início à leitura da denúncia contra Xinaik, com base no decreto de lei 201/1967, com a seguinte fala: "Agora vou passar a palavra ao secretário geral Ernandes Rocha, que lerá a denúncia. Lembrando que a lei fala da presunção de inocência". No mesmo instante, populares começaram a gritar palavras de ordem, como "É  ladrão", "Prisão nele" e "Tem que ficar na cadeia". 

Todos os vereadores presentes votaram a favor do recebimento da denúncia e do pedido de cassação contra Xinaik Medeiros. Em seguida, deram início ao processo de sortear três nomes para formar a comissão especial processante.

Os primeiros sorteados foram Nedy, Jânio e Ernandes. A população presente só aceitou o último e pediu para trocarem os outros. O presidente atendeu o pedido e realizou um novo sorteio. Novamente, as pessoas não aceitaram e se propuseram a escolher os nomes, justificando que não querem apoiadores do Prefeito na comissão.

Enfim, os três nomes para formar a comissão especial processante foram definidos: Ernandes como presidente, Irapuã atuando como relator e Nedy como membro. Comemorando, a população saiu do plenário e imediatamente começou a lavar a calçada da Prefeitura e da Câmara, pedindo renovação e transparência.


Solicitação de CPI

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) será solicitada à Câmara Municipal de Iranduba ainda nesta terça-feira. O pedido será feito por meio de carta pelo Fórum Popular de Políticas Públicas de Iranduba Luzes de Lamparina (FOPPOPILL). O grupo é formado por professores, comunitários e representantes de igrejas evangélicas e católicas.

"Estamos denunciando desde a época que ocorreram aquelas manifestações em todo o Brasil, em 2013. Mas muitos foram perseguidos e até demitidos de cargos comissionados por causa disso. Agora, com as prisões, a mobilização ganhou força novamente. São muitas entidades juntas", disse Daniele Nilo, de 32 anos, uma das coordenadoras.

De acordo com ela, além de pedir a realização de uma investigação feita na Casa Legislativa, o documento pede a cassação do prefeito, Xinaik Medeiros (Pros). A decisão sobre o fim do mandato será dos nove vereadores presentes. A única mulher do parlamento, Cristiane Maranhão (PCdoB), está de licença maternidade.




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