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Sete municípios do Amazonas correm risco epidêmico de dengue e febre chikungunya

Além disso, oito municípios já estão em caso de alerta, como no caso de Manaus, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde 13/03/2015 às 09:20
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No Amazonas, sete municípios estão em situação de risco para a ocorrência de epidemias de dengue, de acordo com o Liraa, que leva em conta os focos do mosquito
Cinthia Guimarães Manaus (AM)

Este ano já foram registrados 1.286 casos de dengue no Amazonas, o que significou uma redução de 41,25% na transmissão na comparação com o mesmo período de 2014, quando foram detectados 2.189 casos, de acordo com o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado ontem pelo Ministério da Saúde.

No entanto, sete municípios do Amazonas estão em situação de risco para a ocorrência de epidemias de dengue e febre chikungunya. São eles Guajará (5,9), Itacoatiara (5,9), Lábrea (6,1), Maués (4,5) e Novo Airão (4,8), que integram uma lista com 340 municípios brasileiros classificados como de risco apresentar larvas do mosquito em mais de 3,9% dos imóveis pesquisados.

Manaus está na lista de municípios em estado de alerta para a epidemia de dengue, com 437 casos identificados nos meses de janeiro e fevereiro, embora o índice de residências com foco do mosquito Aedes aegypti tenha diminuído de 3,9% em 2014 para 3,5% nos dois primeiros meses deste ano.

Também figuram na lista de cidades cujo número de focos da dengue é preocupante Coari (1,9), Japurá (2,3), Manacapuru (3,7), Manicoré (3,2), Novo Aripuanã (1,7), São Gabriel da Cachoeira (3,6) e Tefé (2,8).

Quanto mais focos de larvas em água parada em quintais e terrenos baldios, mais riscos a população apresenta de contrair a dengue.

O LIRAa é considerado um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue e chikungunya. O levantamento identifica os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor das doenças e os tipos de recipientes com água parada, que servem de criadouros mais comuns. A pesquisa proporciona informação qualificada para atuação das prefeituras nas ações de prevenção e controle, permitindo a mobilização de outros setores, além das secretarias de saúde, como os serviços de limpeza urbana e abastecimento de água.

Índice

O índice utilizado no LIRAa leva em consideração a percentagem de casas visitadas com larvas do mosquito Aedes aegypti. Os municípios classificados como de risco apresentam larvas do mosquito em mais de 3,9% dos imóveis pesquisados. É considerado estado de alerta quando menos de 3,9% dos imóveis pesquisados têm larvas do mosquito; e satisfatório quando o índice está abaixo de 1% de residências com larvas do mosquito.

Em entrevista coletiva, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, pediu que as famílias reservassem 15 minutos para fazerem uma vistoria em casa e eliminar qualquer situação que possa acumular água parada, servindo de criadouro do mosquito. “São medidas simples, como tampar caixas-d’água, retirar pratos de vasos de plantas, limpar calhas, lavar vasilha de água de animais, entre outros recipientes de estocagem de água”, alertou.

Chikungunya

Quanto à febre chikungunya, houve seis casos identificados em Manaus, mas todos eles foram “importados” de pessoas que contraíram o vírus em países que fazem fronteira com o Brasil.

Mais de 224 mil casos no País

Até 7 de março, foram registrados 224,1 mil casos de dengue no País, tendo havido redução no número de óbitos.

A região Nordeste concentra a maioria dos municípios com índices de risco de epidemia de dengue (171); seguido do Sudeste (54); Sul (52); Norte (46); e Centro-Oeste (17).

Esse panorama varia entre as regiões. Enquanto nas regiões Sul, Norte e Centro-Oeste a maioria dos focos está no lixo, no Nordeste o armazenamento de água é a principal fonte de preocupação. Já no Sudeste a maioria dos focos foi encontrado nos depósitos domiciliares.

Pelo levantamento, Cuiabá (MT) é a única capital em situação de risco. São 18 as capitais que apresentaram índice de alerta - Aracajú (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Vitória (ES).

Além de ajudar os gestores a identificar os bairros em que há mais focos de reprodução do mosquito, o LIRAa também aponta o perfil destes criadouros.

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