Quarta-feira, 19 de Junho de 2019
Tecnologia e crédito

Setor agropecuário no Amazonas precisa de tecnologia e crédito

Seminário de Agropecuária discutiu principais necessidades do setor primário no estado do Amazonas



1.jpg Seminário reuniu pesquisadores da Embrapa, do Inpa e técnicos da Caixa
19/09/2013 às 09:58

Tecnologia agrária, crédito rural e legalização de terras são os principais desafios para ampliar a participação do setor primário na economia do Amazonas. Os assuntos foram discutidos nessa quarta-feira(18) durante o XIII Seminário de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas, realizado todos os anos pela Federação de Agricultura do Estado (FAEA), que trouxe representantes da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), Instituto Nacional de Colonização Agrária (Incra) e Caixa Econômica Federal (CEF).

O presidente da FAEA, Muni Lourenço, disse que o Amazonas tem condições de produzir sem degradar a floresta, dentro das regras do novo Código Florestal Brasil que permite explorar até 20% de uma propriedade rural. No entanto, depende de maior incentivo público e uso da tecnologia para otimizar a cadeia produtiva local, que é feita na maioria das vezes de forma mecanizada.

Por outro lado, o Amazonas já se destaca na produção de avicultura e citricultura (Região Metropolitana) e pecuária de corte (Sul do Estado).

A região Sul do Estado, composta pelos municípios de Apuí, Humaitá, Boca do Acre, Pauini, Lábrea, Envira, é considerada pela FAEA a mais promissora para o desenvolvimento agropecuário por estar em uma área de terra firme pouco afetada pelas cheias dos rios, na transição do bioma Amazônia para o Cerrado. Por outro lado, os pecuaristas de lá são alvo constante do trabalho dos órgãos fiscalizadores como o Ibama e Ministério Público do Trabalho (MPF) por acusações de desmatamento desenfreado e trabalho escravo.

O pecuarista e presidente do Sindicato Rural de Boca do Acre, Ildo Gardingo, defende o setor. Segundo ele, a região tem potencial para contribuir economicamente para o Estado, mas é limitada pelas questões ambientais. Apenas Boca do Acre detém 360 mil cabeças de gado, cuja carne abastece o consumo da capital. “Poderíamos triplicar a produção com sustentabilidade e manejo rotacionado. Nosso maior gargalo é a legalização fundiária e o licenciamento ambiental”, explicou.

PIB

Muni lembrou que o setor primário é que tem segurado as rédeas da economia brasileira. Só no segundo trimestre deste ano, o PIB da agropecuária cresceu 3,9% enquanto o PIB do país alcançou 1,9% de crescimento.

“Estamos convencidos de que é possível haver esse crescimento da  agricultura e rebanho sem haver novos desmatamentos, com ajuda de novas tecnologias, desenvolvidas pela Embrapa, e da legislação ambiental, como o código florestal que no deu mais segurança jurídica”, ressaltou.


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