Domingo, 21 de Julho de 2019
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Setor com o ‘freio puxado’

Companhias de petróleo que atuam no Brasil anunciam reduções e balançam mercado econômico. No Amazonas, a HRT vai reduzir operações na Bacia do Solimões



1.gif Parte maquinário da HRT usado em prospecção de petróleo e gás no Solimões está “estacionada” num terreno da Camargo Correa, na entrada da ponte Rio Negro
07/07/2013 às 14:17

O mercado petrolífero no Brasil esteve no centro das atenções da última semana. Na segunda-feira, a OGX, do bilionário Eike Batista, informou que devido à impedimentos econômicos e tecnológicos, deve parar sua produção nos poços do campo de Tubarão Azul em 2014. No último mês, a média offshore do poço ficou em 4,8 mil barris de óleo por dia. A OGX também decidiu interromper a construção de cinco novas plataformas. Após o anúncio, as ações da petrolífera de Eike despencaram na Bovespa e provocaram um grande temor entre os investidores. Porém, a OGX não foi a única empresa da área a “puxar o freio” nos últimos dias.

No começo da semana, um comunicado da HRT anunciou que a companhia estava reavaliando seus planos no Brasil e principalmente no Amazonas. Após revisar o programa exploratório no Solimões, o conselho de administração da empresa decidiu reduzir significativamente o projeto, em virtude dos recentes resultados.

A HRT detém 55% de participação em 21 blocos exploratórios localizados na Bacia do Solimões. Os resultados apresentados, porém, não tem correspondido às expectativas.

Em março, a HRT começou a perfurar o poço -HRT-11, no prospecto Cajazeira, localizado nas proximidades do município de Coari. O poço foi perfurado em 49 dias e alcançou a profundidade final em 6 de maio de 2013, atingindo o embasamento metamórfico a 2.402 metros de profundidade. Indícios de óleo foram encontrados, mas, ao serem testados, foi encontrado apenas resíduos de óleo e água de formação. No fim, o poço foi abandonado como “seco”.

prejuízosOs resultados do primeiro trimestre de 2013 também foram pouco animadores para a HRT. A companhia registrou prejuízo de R$ 99 milhões. As perdas só não foram maiores porque a empresa se desfez de 45% do Consórcio Solimões para a TNK Brasil. A companhia encerrou o primeiro trimestre com caixa consolidado de R$ 829 milhões, apresentando redução de 21% em relação ao saldo de 31 de dezembro de 2012, em decorrência da aplicação de recursos nas campanhas exploratória da Bacia do Solimões e da Namíbia.

Durante a semana, o DINHEIRO conversou com o CEO da HRT, Milton Franke. Na entrevista abaixo, ele detalha os motivos que levaram a companhia a reduzir a “pegada” no Amazonas, mas demonstra otimismo ao dizer que os projetos na Bacia do Solimões vão seguir em frente.

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