Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2020
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Setor de componentes e de bens finais da ZFM cobra mais apoio

Uma reunião será realizada pela Codam nesta quinta (26) para discutir de que forma a indústria de componentes de Manaus pode ser beneficiada



1.gif Primeira reunião do Codam no ano foi presidida pelo titular da Secretaria de Planejamento, Airton Claudino
26/02/2015 às 12:11

A primeira reunião do Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam), em 2015, foi marcada pelo embate entre os setores de componentes e de bens finais da Zona Franca de Manaus. Houve uma discussão entre representantes dos dois setores. O secretário executivo da Receita da Secretaria de Estado da Fazenda, Jorge Jatahy, explica que essa situação já existe há dois anos. “O componentista quer aumentar valores e a empresa de bem final quer diminuir para reduzir custos e ganhar mercado”, explica.

Segundo o secretário, o Estado pretende estabelecer algumas etapas de processos produtivos locais, ou seja, o produto tem que ser feito aqui ou comprado aqui. Isso tudo através do Processo Produtivo Básico (PPB), um conjunto mínimo de operações que caracteriza a efetiva industrialização de determinado produto, definido por lei.



Para Gustavo Igrejas, superintendente interino da Suframa, o PPB requer preocupação. “Nós temos um trabalho com o governo federal, onde temos uma experiência e conhecemos bem a estrutura de custo desse produto”, ressalta.

A maior parte dos componentes do setor de bens finais são importados da China. Os produtos fabricados aqui possuem um diferencial de custo. “A dificuldade está em calcular em quanto aumentar esse diferencial para nós podermos dar espaço para nossos componentistas terem serviços e crescerem, sem que comprometa a competitividade em relação ao importado, evitando que a Zona Franca de Manaus perca mercado”, esclarece Jatahy.

Reuniões estão sendo feitas com os dois setores para chegarem a um acordo. O secretário informou que é difícil atender aos pedidos dos dois segmentos, mas a intenção é que uma nova legislação seja lançada em março. Como algumas reuniões já foram feitas com o segmento de componentes, a que acontecerá hoje (26) contará apenas com a participação do segmento de bens finais, da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), da Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplan) e da Suframa, convidada durante a reunião.

A primeira reunião de 2015 do Codam foi realizada ontem (25) na sede da Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplan). “A expectativa para 2015 é repetir os números de 2014 mesmo com as oscilações nos números de projetos. A economia está com dificuldades, mas não chega a ser uma crise”, informa Airton Claudino, Secretário de Estado do órgão. Foram 24 projetos industriais, com valor total estimado em R$ 1,297 bilhão e com expectativa de abrir 1.704 vagas no mercado de trabalho no período de até três anos.

Projetos de destaque na pauta

A pauta de projetos teve como maiores destaques as proposições das empresas Cal-Comp da Indústria e Comércio de Eletrônicos e Informática, para fabricação de placas de circuito impresso montada e subconjunto chassi importado, com investimento total de R$ 610,391 milhões e geração de 529 postos de trabalho; e Unicoba da Amazônia, para fabricação de luminária e lâmpadas com tecnologia LED, além de auto-rádio e microcomputador portátil, no valor de R$ 213,113 milhões e geração de 241 postos de trabalho.

Outro detaque é o projeto da Woox Innovations, no valor de R$ 22,560 milhões e geração de 178 postos de trabalho, visando a fabricação de antenas com circuito eletrônico passivo, caixa acústica e rádio portátil. As empresas têm, agora, três anos para implantar os projetos.


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