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Setor de serviços cresce 4,6% no Amazonas, segundo pesquisa realizada pelo IBGE

Desempenho do setor no Estado ficou acima da média nacional de 3,7%, o menor desde 2012 23/01/2015 às 10:59
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Hábitos dos amazonenses vêm mudando nos últimos anos, favorecendo crescimento do setor de serviços
Priscila Rosas ---

O crescimento do setor de serviços do Amazonas está acima da média nacional, segundo a Pesquisa Mensal de serviços (PMS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada ontem (22). O Estado registrou um crescimento de 4,6 % enquanto a média do País está em 3,7%, considerado o menor índice desde o início da pesquisa, em janeiro de 2012. Os números são uma comparação de novembro do ano passado em relação ao mesmo período em 2013.

“O setor de serviços tem crescido aos poucos porque as pessoas ficam mais na rua”, explica Lilian Guedes, vice-presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Amazonas (Abrasel-AM). Para a empresária, almoçar fora se tornou mais vantajoso e Manaus, recentemente, adquiriu costumes de grandes cidades.

Um fator muito importante para o crescimento é o maior número de centros comerciais na capital. “Acho que com mais shoppings tem mais pulverização. Mas isso não é proporcional ao faturamento de cada empresa”, ressalta. Em outras palavras, o número de restaurantes e associados da abraseel cresceu, mas não quer dizer que isso gere lucratividade.

Na contramão disso, está o setor de hotéis. Apesar da Copa, 2014 foi um ano difícil para o segmento. “Ainda não fechamos tudo, mas foi abaixo da expectativa. Não tivemos crescimento”, avalia o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), Roberto Bubol. Segundo ele, o segmento criou uma expectativa devido ao mundial, mas o bom movimento só foi na época dos jogos aqui. A maioria dos turistas viajava para as outras cidades-sedes para continuar vendo os jogos. “Das 12 cidades-sedes, 10 estão passando por dificuldades parecidas”, avalia.

Férias

Outros fatores também colaboram com a situação delicada. “Quem viabiliza a ocupação é o Distrito. Estamos em período de férias coletivas e de baixa estação”, explica. De acordo com ele, o movimento começa depois do carnaval. Segundo o IBGE, o resultado de 1,0% registrado nos serviços de informação e comunicação juntamente com a taxa de 6,6% nos serviços profissionais, administrativos e complementares, foram os fatores que mais contribuíram para o resultado baixo de novembro de 2014. A PMS é o indicador que investiga o setor de serviços no país. Ela abrange as atividades do segmento empresarial não financeiro, exceto os setores de saúde, educação, administração pública e aluguel imputado.

Receita real teve resultado negativo

O resultado do setor de serviços fica pior quando se calcula o crescimento real da receita, descontando a inflação do período. Houve queda pelo nono mês seguido, ao fechar novembro em -4,6%. Em 2014, o setor deverá registrar queda superior a 2,5% no resultado acumulado. A análise é feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base nos dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a PMS, a receita nominal do setor de serviços registrou, em novembro de 2014, alta de 3,7% em relação ao mesmo mês de 2013, o que representou uma desaceleração em relação à variação anual verificada em outubro, que chegou a 5,2%. O crescimento da receita, em novembro do ano passado, foi o menor da série histórica iniciada pelo instituto em 2012.

Na avaliação da CNC, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de serviços dos últimos 12 meses encerrados em novembro (8,3%), foi registrada a nona retração consecutiva no faturamento real (4,6%) e o resultado mais baixo na série histórica da PMS deflacionada.

Em 2012, as receitas nominal e real registraram avanços de 10% e 1,5%, respectivamente. No ano seguinte, não houve crescimento real diante de uma expansão de 8,5% na receita nominal.

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