Sábado, 22 de Fevereiro de 2020
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Setor de serviços do Brasil volta a crescer após 4 meses, diz PMI

Crescimento foi impulsionado por sólido aumento no volume de novos negócios. Resultado foi suficiente para compensar contração vista no mês passado na indústria



1.gif Dados são de pesquisa do Índice de Gerentes de Compras (PMI, em inglês)
04/03/2015 às 12:27

O setor de serviços do Brasil deixou para trás quatro meses de contração e cresceu com força em fevereiro, impulsionado por um sólido aumento no volume de novos negócios, conforme pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, em inglês) divulgada nesta quarta (4).

O Markit, que compila os dados, informou que o índice subiu a 52,3 em fevereiro, ante 48,4 em janeiro, indo acima da marca de 50 que separa crescimento de contração pela primeira vez em cinco meses. A leitura também é a mais alta em 15 meses, já que iguala a de novembro de 2013.



O resultado foi suficiente para compensar a contração vista no mês passado no setor industrial, levando o PMI Composto do Brasil a 51,3 em fevereiro contra 49,2 em janeiro, primeira vez acima da marca de 50 desde setembro.

"A melhora no setor de serviços é uma notícia bem-vinda, mas a incerteza sobre a sustentabilidade da recuperação econômica continua já que o país passa por um período de inflação alta, moeda mais fraca e condições de demanda reduzidas", disse em nota a economista do Markit Pollyanna De Lima.

Na área de serviços, o destaque ficou para a categoria de Hotéis e Restaurantes, mas houve queda na atividade de Correios e Telecomunicações e de Aluguéis e Atividades de Negócios.

Segundo o Markit, os participantes da pesquisa citaram a obtenção de novos contratos, melhores estratégias de marketing e aumento do turismo como razões para o aumento dos níveis de produção.

A entrada de novos trabalhos aumentou em cinco das seis categorias avaliadas, com destaque para Transportes e Armazenamento e para Hotéis e Restaurantes.

Isso levou a um aumento no número de funcionários, com a taxa de criação de vagas atingindo recorde de 32 meses. Somente a categoria de Correios e Telecomunicações registrou redução na criação, porém marginal.

Em relação aos custos, a taxa de inflação de insumos foi a segunda mais forte em mais de seis anos, com os entrevistados citando preços mais altos de combustíveis, de alimentos e de serviços de infraestrutura, bem como algumas citações de taxas de câmbio desfavoráveis.

Essa carga adicional foi repassada aos clientes, e os preços cobrados aumentaram em todos os subsetores, destacadamente nos de Transportes e Armazanamento e de Hotéis e Restaurantes.

Diante desse cenário, o grau de sentimento positivo registrado em fevereiro foi o mais forte desde junho, com expectativas de demanda melhor, investimentos em infraestrutura e planos de expansão de negócios.

Apesar de o PMI indicar melhora na atividade de serviços, a confiança do setor apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) renovou em fevereiro o menor patamar histórico ao cair 5,4 por cento.


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