Publicidade
Cotidiano
Notícias

Setor elétrico deixa de economizar cerca de R$ 2 bi com redução do uso de usinas térmicas

Mesmo conectada ao Sistema Interligado Nacional há mais de um ano, Manaus continua a queimar óleo diesel como nunca 09/10/2014 às 12:35
Show 1
Usina térmica de Mauá - chegada do Linhão não interrompeu queima de óleo
Jornal A Crítica ---

Corroído por dívidas bilionárias, o setor elétrico perdeu a chance de economizar aproximadamente R$ 2 bilhões neste ano com a redução do uso de usinas térmicas movidas a óleo na região Norte. O gasto extra deve-se, em grande parte, ao atraso de redes locais de transmissão e subestações de energia em construção em Manaus (AM) e Macapá (AP), informa a Agência Estado.

Há mais de um ano, as duas capitais tinham de estar preparadas para a conexão ao chamado “linhão de Tucuruí”, rede de 1,8 mil quilômetros de extensão que sai da hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, para cruzar a região amazônica e ligar as duas cidades ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Essa rede permite administrar a distribuição de energia gerada em qualquer região do País.

O problema é que as conexões para acessar essa malha não estão prontas até hoje. Desde o ano passado, o linhão de Tucuruí está disponível para Manaus. Em julho de 2013, a cidade fez sua ligação com o sistema por meio de uma linha da Amazonas Energia. Mas usou uma malha provisória, com limitações técnicas. Resultado: mesmo conectada à rede nacional há mais de um ano, Manaus continua a queimar óleo diesel como nunca.

Em relatório, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) lembra que previa a desativação de grande parte do parque térmico de Manaus, “mas, em virtude do atraso nas obras de 230 kV e 138 kV, esse sistema elétrico foi integrado ao SIN por meio de uma configuração provisória, o que implica em operar essa interligação com níveis baixos de intercâmbios e, consequentemente, manter o parque térmico existente”.

Eletrobras

Em nota, a Eletrobras, que controla a Amazonas Energia, informou ter investido R$ 540 milhões no projeto nos últimos três anos e que “as obras estão quase todas concluídas”, com previsão de entrega até o fim do ano. Sobre o atraso, alegou demora de “responsáveis por liberações fundiárias e licenças ambientais”. De acordo com a própria Amazonas Energia, a única subestação que ainda não foi entregue, foi a SE Compensa, que representa 40 Mega Watts (MW) de um total de 1.400 MW em Manaus.

Já em Macapá, desde janeiro, o Linhão está pronto, porém, nenhum quilowatt do sistema nacional chegou à região. A Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), alegou atraso na liberação de recursos.

Publicidade
Publicidade