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Setor elétrico do Brasil está aberto a investimentos estrangeiros sem restrições, diz ministro

Ministro de Minas e Energia Eduardo Braga apresentou panorama do setor, pautado pelo realismo tarifário e pelo respeito a contratos 20/10/2015 às 10:13
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Segundo Braga, a energia solar vai crescer cerca de sete vezes até 2024, e a capacidade instalada em energia eólica irá triplicar
acritica.com* Manaus (AM)

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, apresentou as perspectivas em investimentos no evento Discussion on Opportunities in Brazilian Energy, promovido pelo Brazil U.S. Business Council e realizado nesta segunda-feira (19) em Washington DC, capital dos Estados Unidos. Aos representantes de empresas e segmentos da economia americana, o ministro apresentou dados da matriz energética brasileira e as oportunidades do setor, como o leilão das hidrelétricas (UHEs) amortizadas, marcado para o dia 6 de novembro deste ano, que poderá contar com investimentos estrangeiros.  

“O Brasil neste momento não tem restrições a investimentos estrangeiros no setor elétrico. Todas as restrições foram retiradas. O Brasil tem tradição de cumprimento de contratos, e vive momento de realismo tarifário, de grande atratividade e oportunidades para o capital estrangeiro”, afirmou. 

O leilão das UHEs, que conta com concessões de usinas nos estados de Goiás, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo com capacidade total de 6 GW, permite que participem da disputa proponentes que tenham participação societária direta de, no mínimo, 30% em empresa titular de empreendimento hidrelétrico mesmo que em outro país, desde que sejam respeitados os demais requisitos.

“Esse leilão é uma grande oportunidade de investimentos para brasileiros e estrangeiros. Todas essas usinas estão no centro de carga, localizadas no sudeste brasileiro”, destacou o ministro aos convidados. 

Também torna o país atrativo aos investimentos a tradição de respeito aos contratos, reforçou o ministro, bem como o realismo tarifário empreendido ao setor elétrico neste ano, levando o preço da energia a níveis favoráveis aos investimentos e permitindo financiamento, o que caracteriza o setor elétrico como uma “ilha de possibilidade de investimentos” dentro de um grande mercado de investimentos muito maior, que é o mercado brasileiro, afirmou o ministro.

As grandes oportunidades de investimentos no setor elétrico nos próximos anos estarão na geração solar, eólica, gás natural e biomassa, avalia o ministro. Em todo o setor energético, o ministro afirmou que o mercado de gás natural será um dos que mais devem crescer no país.

Segundo Braga, a energia solar vai crescer cerca de sete vezes até 2024, e a capacidade instalada em energia eólica irá triplicar, dentro do compromisso brasileiro de entregar 20% de sua matriz com energia renovável não hidráulica até 2030. 

*Com informações da assessoria de imprensa


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