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Cotidiano
EXPECTATIVAS

Setores da economia esperam fim da crise e projetam crescimento no Brasil para 2019

O Banco Central (BC) projeta crescimento de 2,4% na economia em 2019. A estimativa considera a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. 30/12/2018 às 19:37 - Atualizado em 31/12/2018 às 09:33
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(Foto: Aguilar Abecassis)
Larissa Cavalcante Manaus

Se o ano de 2018 encerra com o cenário econômico de menor inflação e de estímulo à retomada da economia, 2019 já inicia com a certeza de dias melhores. Fatores como fim da recessão, queda da taxa de juros e do desemprego, aumento da confiança do consumidor e da classe empresarial alimentam a esperança de que a crise chegue ao fim e poderemos ter um ano de crescimento.

O presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Francisco Mourão Júnior, avalia que 2018 está dando adeus com juros relativamente baixo, inflação controlada e o Produto Interno Bruto (PIB) caminhando para registrar 1% de crescimento. “O governo Temer conseguiu fazer, em termo, a lição de casa. As expectativas que esse novo governo tome as atitudes corretas para que a gente comece com resultados”, disse.

O Banco Central (BC) projeta crescimento de 2,4% na economia em 2019. A estimativa considera a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Segundo o BC, essa projeção é “condicionada ao cenário de continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira, notadamente de natureza fiscal”.

O Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo BC, estima em 7,25% ao ano a taxa de juros, Selic. A Instituição indica que a taxa tende a permanecer no atual nível, o mais baixo da história, pelo menos nos primeiros meses do governo Bolsonaro. A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de 4,03%. Para o câmbio do dólar a aposta é de R$ 3,80.

Balança Comercial

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) prevê a balança comercial brasileira para 2019 com um superávit de US$ 33,7 bilhões. Os dados indicam exportações de US$ 220,1 bilhões e as importações devem atingir US$ 186,3 bilhões, aumento de 2,1% em relação aos US$ 182,5 bilhões previstos para o mesmo período.

Empregos

O desemprego no Brasil tende recuar de forma mais acelerada em 2019, segundo o diretor do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel. Segundo Maciel, a expectativa se deve aos cenários de maior aquecimento da economia para o próximo ano

Indústria

Na avaliação do presidente do Corecon-AM, medidas adotadas pelo novo governo federal, tais como a Reforma da Previdência e Tributária, contribuirão para destravar e retomar o crescimento da indústria brasileira, sobretudo, do Polo Industrial de Manaus. “Hoje estamos numa situação de desindustrialização porque é muito melhor fabricar na China e vender no Brasil que fabricar aqui. Isso gera poucos empregos e está acabando com a nossa indústria. Espero que muito da economia brasileira seja destravada para voltarmos a ter crescimento”.

Comércio em expansão

Os comerciantes estão mais confiantes no desempenho da economia em 2019. De acordo com a pesquisa de Índice de Confiança do Empresário do Comércio,  88,9% dos empresários entrevistados disseram acreditar que a economia vai melhorar no ano que vem. Três em cada quatro varejistas consultados disseram que pretendem contratar mais pessoal nos próximos meses.

Segundo o presidente em exercício da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota, a projeção do comércio nacional é fechar o balanço de 2018 com o crescimento de 6 a 7%.

“No Amazonas será acima de 6% porque somos os últimos a entrar na crise, fatalmente seremos os últimos a sair. No momento em que você vê o índice de confiança melhorando o emprego vai sendo restaurado e os investimentos começam a acontecer, as vendas no comércio começam a crescer e isso é muito positivo”, afirmou o empresário.

Conforme Frota, nos últimos três meses o movimento no comércio melhorou e também o volume de contratações, fato que não estava previsto no panorama de recessão.

Expectativa  positiva para a Indústria

Segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, as expectativas para indústria em 2019 são positivas. Azevedo afirmou que os resultados registrados em 2018 serão melhores comparado aos de 2017.

“Deveremos ter um aumento de 9% no faturamento na indústria em relação ao ano de 2017, quando registrou R$82 bilhões, e fechar este ano em R$90 bilhões.  Houve aumento da produção, por exemplo, o setor de duas rodas apresentou crescimento substancial em torno de 20%, recuperação muito forte e vai fechar o ano com a produção de mais de 1 milhão de motos. No balanço geral, a produção e do faturamento foi bom”, afirmou.

Conforme o empresário, a geração de emprego não foi satisfatória encerrando o ano com cerca de 87 mil empregos na indústria, aumento de menos de 1% comparado ao registrado em 2017. “A redução (de incentivos) tira a competitividade e causa insegurança jurídica. Confiança é a forma mais barata de estimular ou induzir alguém a fazer alguma coisa, inclusive, investir”, disse.

 

 

 

 

 

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