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Cotidiano
Professores

Campanha 2016: Asprom não aceitará acordo de reajuste salarial inferior a inflação

Se não houver reajuste salarial acima da inflação professores ligados a Asprom dizem que continuarão nas ruas e poderão vir até a realizar greve 01/04/2016 às 11:09 - Atualizado em 02/04/2016 às 12:42
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O coordenador de comunicação da Asprom, Lambert William Melo, disse ontem que eles também querem participar das negociações (Antônio Menezes)
Silane Souza Manaus (AM)

A Campanha Salarial 2016 dos professores da rede estadual de ensino está sendo discutida entre o governador do Estado e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), mas os profissionais ligados a Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus (Asprom), anunciaram na última quinta-feira (31) que não aceitarão acordo de reajuste salarial inferior a inflação. Se isso acontecer, eles continuarão nas ruas e poderão vir até a realizar greve.

De acordo com o coordenador de comunicação da Asprom, Lambert William Melo, a categoria não acredita no Sinteam, desta forma, o sindicato não tem forças para evitar uma greve. Além disso, os professores também querem participar das negociações. “Os servidores da rede estadual de ensino não tiveram reajuste no ano passado, os da rede municipal tiveram apenas aumento no valor da inflação. Esse ano ninguém vai aceitar isso”, afirmou.

Um dos coordenadores da Asprom, Jamissom Maia ressaltou que os professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) almejam reajuste salarial de 30%, sendo 18% de índice da inflação acumulada dos últimos 24 meses e 12% de ganho real, e os da Secretaria Municipal de Educação (Semed), querem aumento de 20%, sendo 13% da inflação do período e 7% ganho real. “Nós não vamos aceitar reajuste abaixo da inflação”, salientou.

Manifestação

Com o objetivo de serem recebidos pelo prefeito Arthur Neto e também pelo governador José Melo, um grupo de trabalhadores da educação ligado a Asprom realizou ontem um ato público em frente à sede da Prefeitura, no bairro Compensa, Zona Oeste. De lá eles seguiram em carreata até a sede do Governo, localizada naquela mesma área.

Reivindicação

A pauta dos servidores da Seduc ainda conta com plano de saúde, auxílio alimentação por turno trabalhado, transparência nas verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Além de diminuição do número de alunos por sala (25 para o fundamental I e 35 para fundamental II e Médio), convocação dos concursados na lista de espera e refrigeração em todas as salas de aula.

As reivindicações dos profissionais da Semed também conta com outras demandas, como aumento de 100% no auxílio alimentação, melhorias imediatas na ManausMed, cumprimento da lei nº 11.738/08 na sua integralidade, fim dos prédios alugados e construção de novas escolas. Bem como, melhorias dos prédios e instalações das escolas da rede, eleição direta ou concurso para gestores escolares e merenda escolar de qualidade.

Assembleia

O ato público de ontem promovido pela Asprom, que conta com mais de dois mil associados, foi decidido em Assembléia Geral realizada no último dia 23. Organizadores da associação afirmaram que um novo movimento será programado para a segunda quinzena de abril.

Negociação

A assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) é o órgão legítimo de representação dos educadores do Estado. E, que uma audiência do governador do Estado e representantes do Sinteam estava agendada para ser realizada ainda na tarde de quinta-feira.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que a Prefeitura de Manaus sempre tem buscado a valorização dos educadores e oferecido reajuste salarial acima da inflação. No ano passado, foi concedido um reajuste de 9,5% e, em janeiro desta ano, houve elevação de 10% no auxílio alimentação dos educadores da rede. 

A Semed ressaltou, ainda, que a data-base da rede será em maio e as negociações iniciarão no mês de abril. Todas as reivindicações da categoria serão analisadas, levando em consideração a realidade orçamentária, por conta da crise. A secretária Kátia passou a manhã do dia 15 de março reunida com representantes da Asprom. Na ocasião, eles entregaram a pauta de reivindicação que está sendo avaliada.

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