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Cotidiano
questão de vida

Campanha 'Setembro Verde' visa mostrar a importância da doação de órgãos

A programação é alusiva ao Dia Nacional da Doação de Órgãos (27 de setembro) e inclui uma série de palestras em escolas e hospitais de Manaus 01/09/2016 às 21:32 - Atualizado em 02/09/2016 às 07:53
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Diversos prédios públicos serão iluminados com a cor da campanha / Foto: Divulgação)
Silane Souza Manaus (AM)

Dezenove transplantes de órgãos (fígado e rim) e 174 de tecidos (córnea) foram feitos neste ano no Amazonas. Um número considerado baixo tendo em vista que na região em torno de 250 pessoas esperam pela doação de um rim e aproximadamente 50 precisam por um novo fígado, conforme dados da Central de Transplante do Estado. A única fila considerada zerada é a de transplante de córnea.

Para chamar atenção quanto à importância da doação de órgãos e tecidos, hoje, às 17h, na Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), avenida Carvalho Leal, Zona Sul, acontece a abertura do “Setembro Verde”. A campanha é alusiva ao Dia Nacional da Doação de Órgãos (27 de setembro) e inclui uma série de palestras em escolas e hospitais de Manaus, que serão realizadas durante todo este mês. 

A coordenadora estadual de Transplante, Leny Passos, reconhece que o número de doações ainda é muito tímido no Amazonas e que é preciso haver cada vez mais informações sobre a doação de órgãos e tecidos, além de treinamento de equipe para realizar os transplantes. “Precisamos ter mais pessoas sensibilizadas com a causa e aumentar o número de profissionais e de hospitais para realizar os procedimentos”.

Segiundo ela, embora haja uma equipe na Fundação do Coração Francisca Mendes preparada pelo Instituto do Coração (Icor) para fazer transplante de coração, hoje o Amazonas realiza apenas transplantes de córneas, fígado e rins. “O Ministério da Saúde, por falta de recurso, ainda não pôde vir credenciar a equipe do Francisca Mendes, por isso, o transplante de coração não é feito no Estado”, disse.

A doação pode ser de órgãos (rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão) ou de tecidos (córnea, pele, ossos, cartilagem e medula óssea). Leny explica que os órgãos e tecidos que podem ser doados mas o transplante não é feito no Estado são disponibilizados para a Central Nacional de Transplante, que os encaminha para os locais onde os procedimentos são realizados.  A exceção fica por conta do coração e do pulmão. 

 “Infelizmente não temos como receber um coração e levar para outro Estado porque o tempo entre a retirada e o implante é de 4h, ou seja, o receptor tem que estar ao lado. Como temos um problema grave de distância mesmo se a Força Aérea Brasileira (FAB) viesse buscar não haveria tempo suficiente. No caso do pulmão, os transplantes são concentrados em São Paulo e Rio Grande do Sul. 

Saiba mais
A Central de Transplantes do Amazonas preparou uma agenda de palestras que serão realizadas durante todo este mês em escolas e hospitais, para reforçar a importância da doação de órgãos. Um dos pontos altos da programação do “Setembro Verde” será o “Domingo Verde”, caminhada que acontecerá no próximo dia 11, na faixa liberada da Ponta Negra, Zona Oeste. O evento inicia com a “Caminhada para a Vida”, que simboliza o ato da saída dos pacientes da fila do transplante. A programação, neste dia, incluirá atividades de lazer, como aula de zumba e torneio de futebol. 

O “Domingo Verde” será realizado em parceria com Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel). Desde o ano passado a campanha “Setembro Verde” faz parte do calendário oficial do Governo do Estado. Conforme a coordenadora estadual de Transplante, Leny Passos, a intenção é levar informações que possam sensibilizar a sociedade para este ato de solidariedade.

Iluminação na cor da campanha

Na abertura do “Setembro Verde”, a fachada da Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), unidade da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) credenciada para realizar transplante de fígado e que está sendo preparada para fazer transplante de rim, será iluminada com a cor da campanha. Outras nove unidades de saúde do Estado, a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e a Assembleia Legislativa (Aleam) também ficarão com a fachada iluminada de verde. 

O Amazonas realiza transplantes de córneas, fígado e rins. O transplante de rim é feito, atualmente, no Hospital Santa Júlia, unidade da rede privada credenciada pelo Ministério da Saúde para a realização desse tipo de procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Agora, estamos preparando a Fundação Adriano Jorge para também ser credenciada e começar a oferecer, até o final deste ano, esse tipo de procedimento”, ressaltou o secretário estadual de Saúde, Pedro Elias. 

De acordo com ele, nesta semana, o chefe da equipe de Hepato do Hospital Bandeirantes, de São Paulo, Tércio Genzini, estará em Manaus para estabelecer o cronograma de capacitação dos profissionais (médicos, assistentes sociais, psicólogos e nutricionistas) que farão parte da equipe de transplantes de rins da Fundação Adriano Jorge. “Além da infraestrutura de atendimento e da qualificação dos profissionais do estado, o que faz com que o programa de transplantes tenha êxito é a solidariedade das pessoas”. 
 

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