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‘Show man’ dos negócios: entrevista com João Dória Jr.

Sucesso como empresário e apresentador, João Dória se lança em dois desafios: novo programa de TV e carreira política 20/09/2015 às 13:32
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Além de empresário, Dória apresenta o Show Business desde 1992 e assina uma coluna na Forbes
Cinthia Guimarães Manaus (AM)

Homem de negócios, empresário de sucesso, cidadão engajado, jornalista e apresentador de talento. João Dória Jr., fundador e presidente do LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, criado em 2003, agora se lança em mais dois desafios. O primeiro é o novo programa “Face a Face”, que estreia nesta terça-feira (22), na Band News. Chamado por ele de divã eletrônico, o programa traz uma atmosfera reservada e deixa Doria bem próximo do convidado. Outro desafio é sua pré-candidatura à prefeitura de São Paulo, pelo PSDB, que será definida nas prévias em janeiro. Confira mais no bate-papo a seguir:

Como é o programa Face a Face e o que o diferencia do Show Business?

O Face a Face é um programa de entrevista com personalidade da música, da televisão, do esporte, artistas. Vamos contar a trajetória e da história dessas personalidades. Quanto ao Show Business (no ar desde 1992) falamos de economia e empreendedorismo.

Por que decidiu lançar sua pré-candidatura para a prefeitura de São Paulo e o que tem a contribuir para a cidade?

Vamos para as prévias em janeiro e dessa prévia vai sair o candidato oficial. Aceitei a provocação e o estímulo do governador de São Paulo (Geraldo Alckmin) e do ‘presidente’ Fernando Henrique Cardoso porque ambos defendem a oxigenação e participação da sociedade civil na vida política. São Paulo precisa ter uma boa gestão e a boa gestão tem que utilizar modelos que se aplicam no setor privado também.

Como você encara o ambiente para negócios atualmente?

O Brasil está em crise. O governo Dilma falhou. Os investidores perderam a credibilidade no País, especialmente após o rebaixamento da Standard &Poor’s. A instabilidade política que o País enfrenta faz com que o empresariado adote postura de extrema cautela, o que é compreensível.

Quais as estratégias para alavancar os negócios neste momento?

Acreditar no seu negócio. Trabalhar, acreditar e, principalmente, e saber motivar a equipe a seguir adiante, apesar da crise e todos os obstáculos. Nas relações externas, é preciso estreitar o networking, manter uma boa relação com clientes e fornecedores, conversar sempre, procurar entender o lado deles, também, para avançar ou ceder, conforme a necessidade.

Qual sua posição sobre as medidas de corte e aumento de imposto que o governo federal tem lançado à população brasileira?

Sou contrário a qualquer expediente do atual governo de aumentar impostos para sanear o seu caixa. Esta medida, além de inadequada, é imprópria para o momento em que o governo não demonstra claramente que é capaz de implantar imediatas medidas de redução de despesas e de diminuição de Ministérios, além de outros exemplos que possam motivar o País no combate à crise.

Você vê alguma solução a curto médio prazo para o Brasil neste momento?

O Brasil enfrenta sua pior crise dos últimos 50 anos. A economia do País está em recessão. E não há perspectiva de melhora deste cenário. O próximo ano também será de recessão. O povo brasileiro e o País, infelizmente, vão pagar um preço caro pela incapacidade do governo federal. A retração de investimentos, queda da produção industrial, aumento da inflação e crescimento do desemprego trazem reflexos negativos para toda a sociedade. É um momento de cautela. Mas não devemos ficar parados. O principal desafio que todos os empresários brasileiros enfrentam é de continuar a produzir, mesmo na adversidade.

Perfil

João Doria é paulistano, 57 anos, casado, pai de três filhos. Formado em jornalismo e publicidade, Doria é presidente do GRUPO DORIA, fundador e presidente do LIDE - Grupo de Líderes Empresariais e membro do Conselho Deliberativo do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo. 


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