Publicidade
Cotidiano
DOENÇAS RENAIS

Especialista alerta para risco da insuficiência renal; diagnóstico tardio pode ser fatal

Segundo a nefrologista Céres Felski, cerca de 30% dos diagnósticos de insuficiência renal são descobertos quando já é tarde demais e o resultado pode ser fatal 15/01/2017 às 05:00
Show saude portal
Dor forte em um dos lados das costas pode ser um dos sinais de alerta de problema nos rins
Natália Caplan Manaus

É comum as pessoas irem ao médico para exames de rotina de certas partes do corpo, como o coração, os olhos, o estômago e até mesmo os pulmões. Mas quando foi a última vez que você se atentou para a saúde dos rins? De acordo com a nefrologista Céres Felski, cerca de 30% dos diagnósticos de insuficiência renal são descobertos quando já é tarde demais e o resultado pode ser fatal.

“Quando esses pacientes chegam, normalmente, já é com indicação de diálise de emergência. Nestes casos, a mortalidade é alta devido às complicações”, diz, ao ressaltar que a doença é silenciosa. “Os sintomas são muito vagos. Um dos mais comuns e que as pessoas ignoram é a anemia. Além disso, o paciente pode apresentar fraqueza, tontura, sonolência, náuseas, até evoluir para o coma e óbito (se não for diagnosticado e tratado)”, ressalta.

Segundo a também responsável técnica pela Unidade de Hemodiálise da Fundação Pró-Rim em Balneário Camboriú (SC), quanto mais precoce for o diagnóstico, melhor será a sobrevida do paciente. Portanto, menor a incidência de complicações. Porém, se o indivíduo usa um analgésico ou um anti-inflamatório por conta própria, pode prejudicar ou retardar o diagnóstico da real causa da dor.

“Por exemplo, o uso crônico de anti-inflamatórios para dor de cabeça, além de levar à insuficiência renal, pode retardar o diagnóstico de um aneurisma ou de um tumor cerebral”, explica, ao citar dois exames essenciais. “É fundamental sempre que for fazer exames de rotina, pedir ao médico para solicitar creatinina e parcial de urina. Eles têm o custo de uma glicemia e podem salvar vidas”, enfatiza.

Mais água e menos sal

De acordo com Céres Felski, a doença costuma se manifestar mais na idade adulta, com uma discreta predominância do sexo masculino. No entanto, ela ressalta aumento do número de idosos e, consequentemente, das doenças crônico-degenerativas. Embora não seja comum, a doença afeta também as crianças. No caso de populações que vivem em regiões mais quentes, o cuidado deve ser redobrado.

“Para manter os rins saudáveis é importante ingerir bastante água. Com o calor, a regra de 2 litros por dia é pouco. Evitar sal e alimentos embutidos”, afirma. “A cor da urina deve ser amarelo claro. Sempre que estiver mais escura significa que é preciso tomar mais água. É importante não fazer uso de medicamentos por conta própria e os prescritos devem ser tomados na dose e tempo determinados pelo médico”, finaliza.

Doenças renais comuns:

Cálculo - apresenta uma dor muito forte em um lado, repentinamente, e piora com o passar do tempo. Não é possível encontrar uma posição que ajude a amenizar a dor, que pode levar a pessoa a vomitar. É possível ter sangue na urina e dor na virilha.

Infecção - é uma dor lombar em apenas um dos lados das costas, geralmente acompanhada por febre, arrepios, tontura, náusea e vômito.

Policístico - é a condição renal mais difícil de distinguir da dor lombar e é comum que a dor se intensifique ao caminhar.

Publicidade
Publicidade