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Sindicato dos Rodoviários promete greve em Manaus

O Sindicato dos Rodoviários promete paralisar 70% da frota dos coletivos urbanos à meia noite desta terça-feira (19). O alerta da greve foi distribuído por meio de ofício enviado nesta segunda (18) ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Manaus (Sinetram), Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) e Prefeitura de Manaus 18/02/2013 às 19:14
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Sede do Sindicato dos Rodoviários
Eloisa Vasconcelos Manaus (AM)

O Sindicato dos Rodoviários promete paralisar 70% da frota dos coletivos urbanos à meia noite desta terça-feira (19). A entidade reclama da falta de recolhimento de FGTS e INSS, compensação de horas, férias pagas fora do prazo, fardamento, pagamento de insalubridade, descontos de assaltos, recusas de atestados médicos e odontológico, desconto de peças e avarias. 

O alerta da greve foi distribuído por meio de ofício enviado nesta segunda (18) ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Manaus (Sinetram), Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) e Prefeitura de Manaus.

O vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Élcio Campos, garante a paralisação e defende que o sindicato, por meio do ofício 082/2013, realizou todos os trâmites legais para a realização do movimento grevista. Entretanto, o envio do ofício é contestado pelo assessor jurídico do Sinetram,  Fernando Borges, que considera os trâmites ilegais. Ele alega que uma liminar de janeiro em favor das empresas impede a greve, além disso, os rodoviários estão informando a intenção de parar o serviço num prazo inferior a 72 horas, como prevê a lei.

Fernando Borges disse que não há fundamento legal para a greve e que a paralisação “possivelmente é uma represália contra as denúncias feitas pelo diretor financeiro do Sinetram, César Tadeu Teixeira, que no início deste mês acusou o Sindicato dos Rodoviários de extorquir empresários do transporte coletivo. À reportagem, César Teixeira disse que os sindicalistas cobram valores de R$ 40 mil a R$ 125 mil para não fazer greve no sistema de transporte coletivo.

De acordo com Fernando Borges é “intrigante’’ que a greve surja exatamente agora, poucos dias após a denúncia do diretor-financeiro.

Rebate

“Se ele (César Tadeu) dá dinheiro é para a turma dele e não para a nossa”. Com essas palavras o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus, Josildo Oliveira, rebateu a denúncia feita por  César Tadeu Teixeira durante a paralisação na empresa Líder, que pertence a Tadeu.

Josildo Oliveira, inclusive, alertou a época que paralisação da Líder, em 2 de fevereiro, não seria a única no sistema e que um calendário para a realização da greve estava organizado. Agora a greve será em todas as empresas, alerta o sindicato.

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