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Sindicato dos Trabalhadores da Cosama/Proama e Manaus Ambiental aprovam indicativo de greve

A informação é da presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado do Amazonas, Shirlene Martins 23/09/2014 às 22:00
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Segundo o Sindicato, as zonas abastecidas pelas duas empresas do sistema poderão ficar sem abastecimento regular
Acyane do valle ---

Os trabalhadores da Cosama/Proama e Manaus Ambiental decidiram entrar em greve no período em que a cidade enfrenta as temperaturas mais altas do ano. No caso da Manaus Ambiental, que responde por quase a totalidade da distribuição e abastecimento de água na capital, a paralisação dos funcionários, aprovada segunda-feira à noite, deve ocorrer a partir do dia 3 de outubro,  a três dias das eleições.

A informação é da presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado do Amazonas, Shirlene Martins. Em relação à Cosama/Proama, que fornece água para boa parte das Zonas Norte e Leste, os trabalhadores poderão parar  na próxima semana, coincidentemente, também na reta final das campanhas eleitorais. Mas, no caso da Cosama/Proama, os sindicalistas voltarão à mesa de negociação, hoje à tarde, para tentar um acordo com a diretoria da empresa.  

Shirlene Martins declarou que os indicativos de greve aprovados pela categoria não têm qualquer relação com a política ou com as campanhas eleitorais e que as datas coincidiram com o momento da eleição. “A data-base da categoria é dia 1º de setembro. Não tem nenhuma relação com a política. Isso  foi amarrado em acordo coletivo de trabalho”, afirmou. Mesmo assim, ela assegurou que os serviços funcionarão, “conforme determina a legislação, por se tratar de serviço essencial”.

O presidente da Manaus Ambiental, Alexandre Bianchini, declarou ontem não acreditar que a paralisação aconteça porque o diálogo entre o sindicato e a concessionária de água tem evoluído de forma positiva. O setor Jurídico da empresa informou que, de acordo com a pauta publicada, a assembleia de ontem tinha a finalidade de deliberar a respeito da contra-proposta ao acordo coletivo de trabalho, não sendo destinada à deliberação de indicativo de greve e, qualquer decisão tomada nesse sentido, será considerada ilegal.

A CRÍTICA tentou falar com o diretor-presidente da Cosama/Proama, Heraldo Câmara, mas foi informado que ele estava em reunião na sede do Governo.

Proposta foi rejeitada

A contra-proposta apresentada pela concessionária  Manaus Ambiental foi considerada insatisfatória pela direção do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado do Amazonas  por estar muito abaixo da inflação. Dos 10% de reajuste salarial reivindicados pela categoria, a concessionária  ofereceu 4%. O sindicato também pediu o cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, incidência de anuênio nas verbas trabalhistas, plano de saúde e outros direitos.


A intenção dos trabalhadores é continuar negociando com a diretoria da concessionária e, nas reuniões agendadas, eles querem o acompanhamento de representante da Prefeitura de Manaus, para ouvir o que for discutido e definido entre patrões e empregados.

Personagem: Presidente do Sindicato da categoria, Shirlene Martins

‘Indicativos aprovados’

De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado do Amazonas, Shirlene Martins, os 220 trabalhadores da Cosama/Proama  aprovaram o indicativo de greve na última sexta-feira. Inicialmente, foi pedido um reajuste salarial de 16% para categoria, usando como base a inflação acumulada de dois anos, cuja diferença não teria sido paga pela empresa, por meio dos acordos coletivos. Ainda segundo Shirlene,  houve a antecipação de 6%, por parte do empregador, e agora o sindicato está pedindo os outros 10%, além do reajuste do vale-alimentação, que estaria “congelado” há anos, e a continuidade do Plano de Cargos, Carreiras e salários, suspenso indevidamente, conforme dados da entidade. “Recebemos a contra-proposta de ambas empresas (Manaus Ambiental e Cosama/Proama), porém abaixo da inflação. A Cosama propôs 6,32% de reajuste”, disse.

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