Publicidade
Cotidiano
Notícias

Sindicato faz proposta para evitar contratações de médicos cubanos

A proposta do Simeam consiste na formação de um grupo de trabalho com representantes das secretarias de Saúde do Estado e dos municípios do interior, do próprio sindicato, do Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas 25/05/2013 às 08:56
Show 1
Representantes de entidades ligadas à saúde do Amazonas e estudantes de medicina protestaram contra as contratações dos médicos cubanos
Carolina Silva Manaus, AM

O Sindicato dos Médicos do Estado do Amazonas (Simeam) encaminhou ontem à Casa Civil do Governo do Estado uma proposta da entidade para evitar a vinda de médicos cubanos às unidades de saúde do interior do Amazonas. O governo brasileiro estuda trazer seis mil deles com a justificativa de que a medida é necessária para minimizar o déficit desses profissionais no País, principalmente em áreas carentes.

A proposta foi encaminhada depois que representantes do sindicato e de outras entidades ligadas à área de saúde no Estado, além de acadêmicos de Medicina, seguiram em caminhada até a sede do Governo em protesto contra a intenção do governo brasileiro de trazer esses profissionais sem fazer o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras, o Revalida.

A proposta do Simeam consiste na formação de um grupo de trabalho com representantes das secretarias de Saúde do Estado e dos municípios do interior, do próprio sindicato, do Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (CRM-AM) e de outras entidades envolvidas na mobilização contra a decisão do governo brasileiro, para reunir informações mais precisas sobre as condições da área de saúde de cada município.

“No dia 5 de abril tivemos uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Amazonas em que nós oferecemos a possibilidade de formamos esse grupo de trabalho para que pudéssemos formar uma equipe multiprofissional e visitarmos de forma organizada cada um dos municípios do Estado, verificando in loco as condições na área da saúde, tanto do ponto de vista de logística, como de recursos humanos”, explicou o presidente do Simeam, Mário Vianna.

Para o sindicato, com as informações consolidadas sobre a realidade de cada município no que diz respeito aos serviços de saúde oferecidos à população, posteriormente será possível propor as medidas que podem suprir a carência de cada localidade. “Em cima disso poderíamos propor que equipes de saúde trabalhassem por um determinado período, fizessem um atendimento emergencial e posteriormente o Estado realizasse concurso público para selecionarmos profissionais para atuarem de forma permanente ou num período pré-determinado”, concluiu Vianna.

Publicidade
Publicidade