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Sindicato promete greve de ônibus em Manaus na próxima segunda-feira

Enquanto Sindicato da categoria promete medida por falta de resposta a reivindicações, empresários dizem desconhecer demandas 02/03/2013 às 10:24
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Os usuários do transporte público convencional precisarão de muita paciência para sair e voltar para casa na segunda-feira, caso a greve seja mesmo realizada
Ana Celia Ossame Manaus

Na terceira tentativa só neste ano, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários  de Manaus (STTRM) promete paralisar 30% da frota de ônibus na próxima segunda-feira (04) e deixar os 70% restante rodando com catraca livre, se não houver nenhuma iniciativa dos empresários do setor em resposta às reivindicações da categoria, que tem o aval do Tribunal do Trabalho (TRT) da 11ª Região para paralisar as atividades.

Além de aumento de 3% nos salários, os trabalhadores reivindicam aumento de R$ 8 para R$ 10 do tíquete refeição, R$ 5 reais para o café da manhã e cesta básica no valor de R$ 200. O presidente da entidade, Josildo Oliveira, afirmou que, até esta sexta-feira (01), não havia nenhuma proposta dos patrões e a categoria não aceita o acordo feito anteriormente pela Junta Governativa instalada no sindicato e que, no entendimento dela, só administrou favoravelmente aos empresários. “Muitos dos trabalhadores estão sem receber FGTS, INSS e quando, saem de férias, só recebem o vencimento na volta”, denunciou.

Todas as irregularidades cometidas pela Junta Governativa no sindicato, segundo Josildo, inclusive o acordo com os patrões, já foram apontadas pelo TRT, que deu o aval para o movimento grevista, já que só o trabalhador foi prejudicado.

AMEAÇAS

No dia 20 de fevereiro, uma ameaça de movimento grevista pelo mesmo sindicato foi interrompida com a ação do prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB). Ao saber do anúncio da greve, Artur reuniu representantes dos trabalhadores e do sindicato patronal e um acordo foi firmado. Na época, Josildo Oliveira disse que a paralisação só foi suspensa porque um canal direto de diálogo foi aberto pela Prefeitura de Manaus. Ele se comprometeu a procurar o prefeito Artur Neto sempre que os rodoviários se sentissem prejudicados de alguma forma. De acordo com os dirigentes, o prefeito já foi informado de que se não houver respota patronal, a categoria vai cruzar os braços.

O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros em Manaus (Sinetram) informou que só se pronunciará se houver um comunicado oficial do sindicato dos trabalhadores, como exige a legislação. Para a entidade representante dos empresários, se isso não for feito, não será possível comentar nada porque, oficialmente, o movimento não poderá ser deflagrado.

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