Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
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Sindicato quer instalação do Banco Central em Manaus

Audiência pública vai discutir viabilidade da instalação de uma unidade da autoridade monetária na capital amazonense



1.jpg Apenas nove capitais brasileiras contam com a presença do Banco Central, e a apenas uma no Norte, Belém
31/10/2014 às 08:53

Na próxima segunda-feira (3), às 10h, acontecerá uma audiência pública no Plenário Rui Araújo, da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para debater a instalação de uma Superintendência Regional do Banco Central (BC) em Manaus. A audiência foi proposta pelo deputado Wilson Lisboa em parceria com a senadora Vanessa Grazziotin e reunirá representantes de entidades de classe, bancos regionais, setor produtivo e do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal).

“A direção do BC foi convidada e será muito importante que participem”, disse Vanessa. O BC confirmou a presença de um representante.

Ainda no dia 3, às 15h o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central debaterá o tema “Banco Central: autonomia, descentralização e desenvolvimento equilibrado” no hotel Blue Tree Premium.

O debate abordará os reflexos da presença do BC para a economia e para o consumidor bancário como o estímulo à criação e apoio ao funcionamento de cooperativas de crédito, canal de reclamação do correntista, promoção da inclusão financeira, aceleramento da atividade bancária, atraindo novos bancos e agências para a região , fomento de crédito, entre outros benefícios.

Com sede em Brasília, o BC possui agências em Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Belém, única cidade do Norte com uma agência. Em Manaus, a necessidade da vinda do BC se dá pelo fato da capital amazonense abrigar o Polo Industrial de Manaus (PIM), um dos mais expressivos centros industriais da América Latina e que vem tendo uma crescente movimentação de recursos. A presença do banco também traria maior fiscalização para o Estado, desburocratização de processos e facilidade no acesso do sistema financeiro do BC.

De acordo com Djalma Alves, Diretor administrativo e financeiro da Cooperativa de Crédito dos Empresários de Manaus (Sicoob Cred Am) a vinda do Bc iria facilitar processos que hoje precisam ser encaminhados para sedes em Recife, Belém ou Fortaleza . “Um órgão regulador e fiscalizador como o Banco Central iria minimizar a burocracia e facilitar a nossa vida. Na questão de eleição de cooperativa de crédito, recomposição de diretores membros estatutários, por exemplo, você prepara o processo, envia pelo correio e quem cuida é o BC do Recife. Tem processo que demora mais de um ano para ser homologado”.

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