Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
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Sindicatos devem fazer pressão por reajuste salarial para trabalhadores

Lideranças sindicais concluíram que existe espaço para negociar aumento real ou pelo menos repor a inflação acumulada



1.png Setor de bebidas está entre os que vêm apresentando bons resultados e estão na mira dos sindicalistas do Amazonas
05/05/2015 às 20:25

Trabalhadores sindicalistas devem pressionar os setores econômicos por reajustes salariais mesmo em ano com economia em baixa. Durante a X Jornada Nacional de Debates, realizada na manhã desta terça-feira (5) pelo Dieese, sob o tema “Os Desafios das Negociações Coletivas Diante do Cenário Atual”, eles chegaram à conclusão de que existem espaço para negociar aumento real a alguns setores ou ao menos a reposição da inflação perdida com o aumento dos preços dos bens de consumo.

O coordenador do Dieese, Inaldo Seixas, explicou aos representantes sindicalistas que a crise não afeta de igual maneira todos os setores. O comércio e serviços, por exemplo, têm performances melhores, entre eles o setor financeiro. Já na indústria mesmo com produção baixa, alguns setores se destacam com desempenho positivos, como o de alimentação, bebidas e produtos farmacêuticos e agronegócio para exportação.

Analistas de mercado projetam um cenário nada animador para este ano com inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que deve chegar a 8,26% , retração do PIB para 1,18% e juros em 13,50% ao ano.

“Haverá setores que podem conceder aumento real. Como setor financeiro, e os setores que exporta como agronegócio, alimentação. Não tem razão de não ter reajuste. E mesmo assim que não seja grande  pode ser 1% a 2% de aumento real”, explicou Seixas.

Participaram da jornada representantes das centrais sindicais como Central Sindical Brasileira (CTB), Nova Central Sindical, Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Outro ponto de destaque no debate foi o reajuste do funcionalismo público. Enquanto o governo do Estado está contando gastos e relutando em não mexer nos salários dos servidores, a Prefeitura de Manaus apresenta um desempenho melhor. Inaldo entende que se o governo não repõe ao menos a inflação que corroeu o salário do funcionário ele está dando um tiro no pé, pois reduz o poder de consumo da massa trabalhadora e, consequentemente, prejudica a arrecadação de impostos.

A jornada foi uma forma de esclarecer os sindicalistas e “consolidar como um momento para reflexão do movimento sindical sobre as negociações coletivas”, reforçou o coordenador do Dieese. “Isso mostra que movimento está cada vez mais atento e mobilizado para manter as conquistas”.

Blog: Roberto Tadros, Presidente da Fecomércio

 “Este argumento não tem  sustentação.  O crescimento tem que ser de acordo com o PIB. Como se quer distribuir riqueza se o PIB não cresce e inflação é crescente. É como um sonho numa noite de verão. O que tem que fazer é forçar o governo a administrar com responsabilidade, pensando na melhoria do povo, na melhoria da próxima geração, não na próxima eleição. Não tem segmentos privilegiados num processo como este. Não é hora de pedir aumento de salário. Quem reivindica isso está estimulando o desemprego.

Negociações Coletivas

Diversas categorias de trabalhadores integraram a roda de debates como representantes dos transportes especiais, rodoviários, metalúrgicos, da indústria plásticos, dos professores, farmacêuticos, dos trabalhadores das indústrias extrativistas, indústrias urbanas e dos trabalhadores em saúde.

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