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Sinetram monitora paralisações de rodoviários em Manaus

Na reunião os rodoviários devem apresentar as pautas de reivindicações. Caso não haja acordo, a direção do sindicato já sinalizou uma paralisação geral da frota para esta terça-feira (16) 14/07/2013 às 21:27
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Rodoviários prometem parar o sistema coletivo na segunda-feira (15)
acritica.com Manaus (AM)

Em audiência na manhã desta segunda-feira (15) representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram) e do Sindicato dos Rodoviários de Manaus discutirão sobre a legalidade de greve da categoria deflagrada na última quinta-feira (11), quando aconteceu o ‘Dia Nacional de Lutas’.

Na reunião os rodoviários devem apresentar as pautas de reivindicações. Caso não haja acordo, a direção do sindicato já sinalizou uma paralisação geral da frota para esta terça-feira (16).

Os rodoviários solicitam o deposito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), e INSS dos trabalhadores, além da participação nos lucros da empresa e melhorias nas condições de trabalho. Eles também não querem mais arcar com os prejuízos de acidente e roubo nos veículos. Os advogados do Sinetram já deixaram claro que os empresários não reconhecem a pauta de greve e que acreditam ser o ato parte de manipulação política.

Em nota enviada à imprensa, os representantes do Sinetram afirmaram que repudiam todas as paralisações realizadas pelos rodoviários durante o ano, “sem que a legislação trabalhista fosse seguida”. O documento afirma que o Sinetram irá buscar os meios legais para impedir que os rodoviários continuem a realizar paralisações.

“Apenas este ano já tivemos cinco paralisações consideradas ilegais pela justiça. Quando sabemos desses movimentos, tão logo acionamos a justiça na tentativa de impedi-los. Somos a favor do que determina a Lei, que toda greve tem que ter uma assembleia 72 horas antes. Não podemos deixar que a população que usa o transporte coletivo diariamente seja prejudicada por movimentos paredistas. Também não concordamos com as greves sobre reajuste salarial porque a data base é maio do próximo ano”, informa o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges.

Solicitação de multa

O Sinetram entrou com recurso junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) no dia 2 de janeiro, dia da primeira greve ilegal, e solicitou que o Sindicato dos Rodoviários fosse multado em R$ 50 mil por hora de paralisação. A decisão foi acatada pela presidência do TRT. Neste primeiro caso, na empresa Vega Transportes, rodoviários reivindicavam o pagamento do banco de horas e o repasse do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

O segundo movimento ocorreu no dia 1º de fevereiro, na empresa Líder, onde funcionários reivindicavam pagamentos de horas extras e reclamavam das demissões em massa. Nos dias 11 de junho e 1º de julho, motoristas da empresa da empresa Global Green paralisaram as atividades pelo não pagamento da gratificação para motoristas de ônibus articulados. O último movimento ocorreu no dia 12 de julho, quando todas as empresas do transporte coletivo operaram apenas com 60% da frota.


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