Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2020
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Sistema on-line acelera a transferência de pacientes do SUS no AM

Com o Sister, o tempo médio de transferência caiu para menos de 12 horas para pacientes na capital. Já para os pacientes do interior, o tempo máximo, agora, é de 36 horas



Transferencia_3A432360-93A6-455E-98A5-325F465441A6.jpeg Foto: Divulgação
19/08/2019 às 08:29

O tempo médio de transferência de pacientes de hospitais do interior para Manaus, e entre unidades de saúde da capital, se reduziu consideravelmente com a implantação do Sistema de Transferências de Emergências Reguladas (Sister), da Secretaria de Estado de Saúde (Susam). 

Antes da implantação do novo sistema, o paciente da capital demorava até quatro dias para ser transferido da unidade de média complexidade (SPA ou UPA) para um pronto-socorro. Com o Sister, o tempo médio de transferência caiu para menos de 12 horas. Já para o paciente do interior, que antes demorava até sete dias para ser transferido a uma unidade em Manaus, o tempo médio de espera, agora, é de 36 horas. Essa é a conclusão do relatório de dois meses de funcionamento do Sister, apresentado na última quinta-feira (15) à gestão superior da Susam. 



Para o secretário de Saúde, Rodrigo Tobias, os dados coletados nos dois primeiros meses contribuem para o planejamento da secretaria para suprir melhor as necessidades da população e tornar ainda mais ágeis as transferências.“A Secretaria de Estado de Saúde está produzindo uma solução tecnológica e uma série de informações importantes, que vão fomentar decisões e melhorar as nossas políticas públicas”, disse Tobias.

Segundo o responsável pela implantação do Sister, Roberto Maia Bezerra, encaminhar o paciente ao ponto de atenção certo, com a assistência mais eficaz e no menor tempo possível, é o maior objetivo. Mas, ele explica que o Sister vai além e permite uma série de outros resultados que vão auxiliar a melhorar, cada vez mais, o fluxo de atendimento. 

O sistema foi desenvolvido pelo Complexo Regulador Estadual do Amazonas para o gerenciamento das transferências de pacientes em estado crítico à rede hospitalar de atenção às urgências e emergências da capital, a partir das salas de estabilização dos Serviços de Pronto Atendimento (SPA), das Unidades de Pronto Atendimento 24 horas (UPA 24 horas), das Unidades Hospitalares do Interior e das Salas de Reanimação dos Hospitais e Prontos-Socorros Adultos e Infantis, Maternidades e Hospitais Especializados do Amazonas, visando a humanização dos serviços, maior controle do fluxo e otimização na utilização dos recursos.

Regulação e Monitoramento 

O sistema on-line inédito faz a regulação e o monitoramento dos leitos de UTI, de internação e as transferências. O acesso ao sistema é via internet, por meio de computador, tablet ou smartphone. Ao acessar o sistema, a unidade de saúde solicitante preenche o formulário de acordo com a necessidade do paciente, e o médico regulador decide pela prioridade, conforme os protocolos estabelecidos. O atendimento é feito por ambulância terrestre ou UTI aérea.

Entre as principais causas para os pedidos de transferência estão as lesões, envenenamentos e consequências de causas externas, que nos dois meses de funcionamento tiveram 422 chamadas; as doenças do aparelho circulatório tiveram 368 chamadas, e as doenças do aparelho respiratório, 177.

Agilidade é determinante

Antes da implantação do novo sistema, o paciente da capital demorava até quatro dias para ser transferido da unidade de média complexidade (SPA ou UPA) para um pronto-socorro. Com o Sister, o tempo médio de transferência caiu para menos de 12 horas. Já para pacientes do interior, que antes demorava até sete dias para serem transferidos, o tempo médio é de 36 horas.

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Repórter de Cidades
Formada em 2010 pela Uninorte, é pós-graduada em Assessoria de Imprensa e Mídias Digitais pela Faculdade Boas Novas. Repórter de Cidades em A Crítica desde 2018.

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