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Cotidiano
Dia nacional da Distonia

Botox é utilizado pelo SUS para tratamento neurológico

Conforme informações de especialistas, o uso da toxina botulínica na neurologia é indicada aos pacientes portadores de distonia, uma doença que causa movimentos e posturas anormais no corpo 06/05/2016 às 07:40 - Atualizado em 06/05/2016 às 10:43
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O maestro João Carlos Martins é uma das pessoas diagnosticadas com distonia (Divulgação/Fernando Mucci)
Marcela Moraes Manaus (AM)

A toxina botulínica, mais conhecida como “Botox”, vai bem além da estética: é um dos avanços na terapêutica neurológica. Conforme informações de especialistas, o uso da toxina botulínica na neurologia é indicada aos pacientes portadores de distonia, uma doença que causa movimentos e posturas anormais no corpo.

Hoje é o Dia Nacional de Conscientização da Distonia, doença que afeta mais de 65 mil brasileiros e, mais do que as dificuldades diárias, o preconceito ainda ronda e muito a vida desses pacientes. Atualmente, o tratamento para as distonias é fornecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o neurologista Marcus Vinicius Della Coleta, os usos da substância têm sido ampliados no tratamento, com resultados positivos. “O uso da toxina botulínica atualmente vai muito além da estética. Entre as indicações está em estudo o combate a alguns tipos de dores de cabeça. Pacientes com distonia e sequelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) podem ter o tratamento feito pelo SUS”, afirma o neurologista.

Della Colleta diz que o tratamento se faz com injeções diretamente nos músculos afetados. “O médico deve ter experiência neste tipo de terapêutica, pois do contrário os resultados podem ser graves. A duração do efeito é de 4 a 6 meses, devendo então ser feita nova aplicação”, acrescentou.

Conforme informações do neurologista, a toxina age bloqueando a contração muscular, ou seja, impedindo aquele músculo onde é aplicada de manter a contratura anormal. A distonia é uma das primeiras doenças tratadas com a toxina sob autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além do uso de Botox no tratamento da distonia disponibilizado pelo SUS, há várias outras linhas de tratamentos realizados com outros medicamentos e, em alguns casos, é necessária a realização de procedimentos cirúrgicos. “A síndrome não tem cura, mas com o diagnóstico correto e com a realização do tratamento adequado, a doença pode ser controlada e o paciente poderá levar uma vida normal”, esclareceu Della Colleta.

Atendimento

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Susam), o atendimento de pacientes com sinais ou sintomas de distúrbios neurológicos como as distonias musculares devem ser realizados inicialmente nas Unidades Básicas de Saúdes (UBSs) ou mesmo em serviços de urgência da rede estadual.

“Os pacientes são encaminhados para avaliação por especialistas em neurologia, em unidades como o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) – unidade da Universidade Federal do Amazonas conveniada ao SUS – ou policlínicas como a Codajás, localizada no bairro Cachoeirinha, e a Danilo Corrêa, na Cidade Nova. Esse encaminhamento ocorre via Sistema de Regulação (Sisreg)”, informa a Susam.

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