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Sobe para 12 o número de mortos em ataque a jornal francês

Em Paris, dois homens armados com um fuzil automático e lança-foguetes entraram na sede do semanal Charlie Hebdo. Ao fugirem, os atacantes feriram um policial, roubaram um veículo e, na fuga, atropelaram uma pessoa. O presidente francês classificou o ato como "ataque terrorista de extrema barbárie" 07/01/2015 às 15:47
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Polícia bloqueia as ruas próximas à redação da revista Charly Hebdo, onde homens armados mataram ao menos 11 pessoas
agência lusa Paris (França)

Os dois homens que atacaram nesta quarta-feira (7) a redação do jornal satírico francês Charlie Hebdo, em Paris, gritaram “vingamos o profeta”, segundo testemunhas citadas por uma fonte policial.

Num vídeo do ataque, filmado por um dos ocupantes do edifício que se refugiou num telhado e divulgou no site da televisão pública France Télévisions, ouve-se uma voz de homem gritar “Allahu Akbar” (Alá é grande) entre o som de vários disparos. Segundo o mais recente balanço oficial, o ataque, matou 12 pessoas.

Por volta das 11h30 (horário local), dois homens armados com um fuzil automático kalashnikov e um lança-foguetes entraram na sede do jornal satírico Charlie Hebdo, no 11º bairro de Paris. No local, ocorreu uma troca de tiros com as forças de segurança, relatou uma fonte próxima da investigação à agência France Presse.

Ao fugirem do local, os dois atacantes feriram um policial a tiro. Em seguida, abordaram um motorista que transitava no local, tomaram o veículo e, na fuga, atropelaram uma pessoa. O presidente francês, François Hollande, foi para o local e denunciou um “ataque terrorista” de “extrema barbárie”.

Vítimas

O cartunista francês Georges Wolinski, conhecido por seu trabalho de forte teor erótico e político, considerado um dos símbolos de maio de 68, está entre os mortos no ataque contra o escritório da revista satírica "Charlie Hebdo", em Paris, nesta quarta-feira (7). Ele tinha 80 anos.

Além de Wolinski, outros três cartunistas estão entre as vítimas: o editor da publicação, Stephane Charbonnier, o "Charb"; Jean Cabut, o "Cabu"; e Tignous.

O jornal Charlie Hebdo tornou-se conhecido em 2006 quando decidiu republicar charges do profeta Maomé, inicialmente publicados no diário dinamarquês Jyllands-Posten e que provocaram forte polêmica em vários países muçulmanos.

Em 2011, a sede do semanário foi destruída num incêndio de origem criminosa depois da publicação de um número especial sobre a vitória do partido islamita Ennahda na Tunísia, no qual o profeta Maomé era o “redator principal”.


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