Terça-feira, 12 de Novembro de 2019
NAUFRÁGIO

Sobe para 19 o número de mortos do naufrágio no rio Xingu, no Pará

Os corpos são de três mulheres, duas meninas e quatro homens. Até agora, 23 foram resgatados com vida e sete seguem desaparecidas



show_show_96.jpg Foto: Divulgação
24/08/2017 às 14:51

As equipes de busca por desaparecidos do naufrágio da embarcação de passageiros Capitão Ribeiro, no rio Xingu, no Pará, resgataram na manhã desta quinta-feira (24) os corpos de mais nove pessoas, aumentando para 19 o número de mortes no acidente. A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social informou, por meio de nota, que os corpos encontrados hoje são de três mulheres, duas meninas e quatro homens.

De acordo com a Defesa Civil, 23 pessoas foram resgatadas com vida e sete permanecem desaparecidas e estão sendo procuradas pelos parentes. Com isso, segundo a Secretaria de Segurança, 49 passageiros estariam a bordo da embarcação naufragada na noite do último dia 22, no trecho do rio entre as cidades de Porto de Moz e Senador José Porfírio, no sudoeste do Pará.



Segundo o Corpo de Bombeiros, os corpos foram achados flutuando, a uma distância de cerca de quatro quilômetros do local onde está fundeada a embarcação, que saiu de Santarém e seguia para Vitória do Xingu. Os corpos estão sendo levados para o ginásio municipal de Porto de Moz, onde os peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves fazem o trabalho de identificação, seguido de reconhecimento por parte dos familiares para a liberação.

O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil estadual coordenam as ações de busca, salvamento e atendimento social na sede da Câmara Municipal. No local foi instalado um gabinete de crise com a presença das forças de segurança estaduais, poder executivo municipal e demais órgãos envolvidos na operação de resgate às vítimas do naufrágio.

A Polícia Civil já ouviu integrantes da tripulação e sobreviventes. O delegado Elcio de Deus, de Porto de Moz, disse que muitos sobreviventes relataram que a embarcação foi atingida por uma tromba d’água, fenômeno semelhante a um tornado. “A tripulação disse ter visto, no horizonte, algo com o formato de um funil, acompanhado de muita chuva e vento forte, e que teria pego o barco pela popa e o afundado. De acordo com os relatos a embarcação girou e afundou em seguida”, informou o delegado.


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