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Cotidiano
NAUFRÁGIO

Sobe para 19 o número de mortos do naufrágio no rio Xingu, no Pará

Os corpos são de três mulheres, duas meninas e quatro homens. Até agora, 23 foram resgatados com vida e sete seguem desaparecidas 24/08/2017 às 14:51
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Foto: Divulgação
Aécio Amado (Agência Brasil) Brasília (DF)

As equipes de busca por desaparecidos do naufrágio da embarcação de passageiros Capitão Ribeiro, no rio Xingu, no Pará, resgataram na manhã desta quinta-feira (24) os corpos de mais nove pessoas, aumentando para 19 o número de mortes no acidente. A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social informou, por meio de nota, que os corpos encontrados hoje são de três mulheres, duas meninas e quatro homens.

De acordo com a Defesa Civil, 23 pessoas foram resgatadas com vida e sete permanecem desaparecidas e estão sendo procuradas pelos parentes. Com isso, segundo a Secretaria de Segurança, 49 passageiros estariam a bordo da embarcação naufragada na noite do último dia 22, no trecho do rio entre as cidades de Porto de Moz e Senador José Porfírio, no sudoeste do Pará.

Segundo o Corpo de Bombeiros, os corpos foram achados flutuando, a uma distância de cerca de quatro quilômetros do local onde está fundeada a embarcação, que saiu de Santarém e seguia para Vitória do Xingu. Os corpos estão sendo levados para o ginásio municipal de Porto de Moz, onde os peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves fazem o trabalho de identificação, seguido de reconhecimento por parte dos familiares para a liberação.

O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil estadual coordenam as ações de busca, salvamento e atendimento social na sede da Câmara Municipal. No local foi instalado um gabinete de crise com a presença das forças de segurança estaduais, poder executivo municipal e demais órgãos envolvidos na operação de resgate às vítimas do naufrágio.

A Polícia Civil já ouviu integrantes da tripulação e sobreviventes. O delegado Elcio de Deus, de Porto de Moz, disse que muitos sobreviventes relataram que a embarcação foi atingida por uma tromba d’água, fenômeno semelhante a um tornado. “A tripulação disse ter visto, no horizonte, algo com o formato de um funil, acompanhado de muita chuva e vento forte, e que teria pego o barco pela popa e o afundado. De acordo com os relatos a embarcação girou e afundou em seguida”, informou o delegado.

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