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Sócios do Caprichoso irão as ruas pedir eleição

Os associados irão exigir a realização imediata da eleição, prevista de acordo com o estatuto, para o dia 1º de setembro, deste ano 09/08/2013 às 10:31
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A manifestação de sábado começará na praça Liberdade, Centro, com concentração a partir das 18h e depois seguirá até o curral do boi Caprichoso
Jonas Santos ---

Os sócios do Caprichoso realizarão no sábado, em Parintins, ( a 325 quilômetros de Manaus) a primeira manifestação de rua em protesto contra a atual presidente Márcia Baranda, que obteve a prorrogação de seu mandato, sem o voto direto. Os associados irão exigir a realização imediata da eleição, prevista de acordo com o estatuto, para o dia 1º de setembro, deste ano. A prorrogação do mandato de Márcia foi derrubada pelo juiz da 3ª. Vara da Comarca, Itamar Gonzaga, porém, a presidente tenta se manter no poder, por meio de recurso protelatório impetrado no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Nove postulantes são candidatos ao cargo de presidente.

Mais de 500 pessoas levaram apoio ao “Movimento Eleições Democráticas Já” e lotaram o auditório. A manifestação de sábado começará na praça Liberdade, Centro, com concentração a partir das 18h e depois seguirá até o curral do boi Caprichoso, na rua Gomes de Castro, descerá pela Avenida Amazonas, rua senador Álvaro Maia e travessa Cordovil onde será realizado show cultural com vários cantores do boi. “Vamos realizar uma grande mobilização, com a participação dos torcedores, sócios e todas as pessoas que são apaixonadas pelo boi e querem a democracia dentro da agremiação”, afirmou o sócio Rossy Amoedo.

Os torcedores do Caprichoso ingressaram com Medida Liminar no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ/AM) pleiteando que a Corte assegure a realização da eleição do boi, antes do julgamento do recurso. Pelo regulamento, no dia 1º de agosto a atual diretoria já deveria ter nomeado a Comissão Eleitoral para a abertura de inscrições de chapas. Ao menos nove sócios pleiteiam disputar a eleição: Jender Lobato, Affonso Piranha, Joilto Azêdo, Rossi Amoedo, Francisco Caromba, Narciso Picanço, Otávio Costa, e João do Carmo Careca.  “Não iremos aceitar este golpe em plena democracia, disse Caromba. “ Todos os ditadores estão caindo, não é possível que aceitemos que, justamente, no Caprichoso, uma associação cultural será implantado um regime ditatorial, não posso aceitar isso”, completou o sócio Joilto.

Em setembro Márcia encerrará o mandato com três anos no cargo ( 2010/ 2013) e o estatuto da associação folclórica proíbe a reeleição. Os opositores à diretoria afirmam que a prorrogação do mandato da presidente até 2016 foi um golpe, com manobra articulada em assembléia geral, que a Justiça de Parintins julgou irregular e assegurou o processo eleitoral, para o próximo mês.

A presidente dá demonstrações claras que não baixará o edital de convocação do pleito. Para assessores mais próximos ela tem comentado que aguardará o desfecho do TJ/AM. Ela não fala sobre o assunto com a imprensa. Na reunião, os sócios advertiram do prejuízo que o impasse representa para a agremiação e, concomitante, para o Festival Folclórico de Parintins de 2014. A convocação geral para invadir as ruas no sábado conta com o apoio de integrantes do Movimento Marujada (MM). Sócios radicados, em Manaus, Orsine Junior, Dernando Reis, Mauro Antôny, Ronaldo Barbosa e Markan Uchoa foram alguns dos sócios que moveram ação inicial em primeira instância na Justiça que anulou a permanência de Márcia no cargo.

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