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Soldado que vazou dossiê ao Wikileaks diz ser mulher e quer mudar nome

A informação foi dita nesta quinta-feira (22) pelo próprio soldado a um programa que televisão da rede NBC. Bradley disse que quer viver com o nome de Chelsea 22/08/2013 às 10:14
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Soldado que vazou dossiê ao Wikileaks diz ser mulher e quer mudar nome
acritica.com Manaus

O militar Bradley Manning, 25, condenado a 35 anos de prisão por vazar documentos confidenciais para o site Wikileaks, afirmou que é uma mulher e que quer mudar de nome.

A informação foi dita nesta quinta-feira (22) pelo próprio soldado a um programa que televisão da rede NBC. Bradley disse que quer viver com o nome de Chelsea.

"Como uma transição para este próximo estágio da minha vida, quero que todos conheçam o verdadeiro eu. Eu sou Chelsea Manning. Sou uma mulher. Dada a maneira como me sinto, e tenho me sentido desde criança, quero começar um tratamento hormonal assim que possível. Espero que vocês me apoiem nesta transição. Solicito também que, começando hoje, vocês se refiram a mim pelo meu novo e use o pronome feminino [salvo em correspondência oficial à prisão]. Espero receber cartas de apoiadores e ter a chance de escrever de volta", diz a declaração de Manning, que assina com o nome de Chelsea.

Nesta quarta (22), a Justiça fixou em 35 anos de prisão a pena de Manning pelo vazamento dos papéis. O advogado do soldado, David Coombs, disse que entrará com um pedido de perdão presidencial para reverter a condenação de seu cliente. 

Segundo Coombs, a ideia é que a pena seja transformada no tempo que ele já foi preso --um pouco mais de três anos. Assim, o soldado seria imediatamente solto.

Segundo a promotoria militar, o vazamento de dados promovido por Manning durante seu serviço no Iraque em 2010 colocou os Estados Unidos em perigo, assim como suas delegações civis e militares em vários países.

Na semana passada, Manning pediu desculpas e lamentou que seus atos tinham prejudicado as pessoas e os EUA. Durante o julgamento, a defesa destacou os problemas de identidade sexual na juventude, bem como sua difícil infância com pais alcoólatras.

Entre os vazamentos de Manning, estava o registro de um ataque aéreo de um helicóptero americano a um grupo de civis em Bagdá, incluindo jornalistas. O conteúdo filmado foi revelado pelo WikiLeaks e complicou o governo dos EUA, que se viu envolvido em uma série de debates sobre a impunidade aos militares norte-americanos nos últimos conflitos armados.

A Anistia Internacional pediu ao presidente Barack Obama que considere o pedido de clemência e diminua a sentença de Manning.


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