Sábado, 20 de Julho de 2019
ENTREVISTA

‘Se não fosse o Distrito Industrial não sei onde estaríamos’, diz presidente da Affeam

Em entrevista, Liberman Moreno criticou o governo federal. “A nação não conhece a região amazônica ou quer que nós ainda venhamos viver como uma colônia”, disse



Liberman.JPG Liberman destaca que vai promover atividades para auditores fiscais aposentados (Foto: Herlam Pechar)
25/12/2017 às 06:30

Eleito a presidente da Associação dos Funcionários Fiscais do Estado do Amazonas (Affeam) em agosto desse ano, Liberman Moreno toma posse da nova diretoria executiva e conselho fiscal para o biênio 2018 a 2019. O evento ocorre na próxima quinta-feira (28), às 10h, no auditório da Sefaz-AM.

Em entrevista para A Crítica, Liberman destaca que vai promover atividades para auditores fiscais aposentados, conta a importância da Zona Franca, do Auditor Fiscal e um pouco sobre a carreira política dele.

Que medidas o senhor vai implementar na Affeam?
Nós temos que cuidar de toda a parte social do auditor fiscal que envolve uma série de atividades. O objetivo principal da nossa campanha é cuidar do associado e da sua família. Queremos ocupar o físico e o mental dele para que seja membro participante. 

Quais atividades serão realizadas na Associação?
Como eles são aposentados, não têm mais vinculação com o Estado e não estão impedidos de exercer a função. Eles podem trabalhar como assessoria em outros níveis e a Affeam tem o poder fazer isso, de treiná-los e dar os instrumentos de trabalho necessários. 

Qual a importância do papel do Auditor Fiscal?
Ele tem um papel singular. O auditor é o responsável direto pela fomentação e manutenção e será o responsável se caso o Estado fracassar nos seus programas sociais, nas metas do governo, isso se não for um momento de derrota econômica do país. Todos os governos dependem da maior ou melhor performance do fiscal para manter essa arrecadação equilibrada ou subindo. Nós somos os geradores da receita, os vigilantes, pois o governo só vai cumprir a meta dele se tiver arrecadação. Por isso que eu digo o seguinte: o governo que tem vontade de acertar tem que cuidar bem de quem vai buscar o dinheiro, que somos nós auditores fiscais.

Sendo auditor experiente, como o senhor avalia a Zona Franca de Manaus hoje?
Hoje a Zona Franca passa por diversos percalços. Temos uma preocupação muito grande com isso porque sabemos que no projeto Zona Franca concebido lá trás, em 1967, nós passamos grande momentos bons e ruins. Estamos aqui instalados dependentes deste modelo. Nós estamos exportando produtos com exigências enormes. Uma pessoa vem investir na fabricação de produtos aqui, mas tem que ir à Brasília para saber se vai aprovar ou não, eu acho isso um atraso, uma falta de consenso e respeito com a realidade que nós vivemos.

De que forma podemos impulsionar a economia local?
A nação não conhece a região amazônica ou quer que nós ainda venhamos viver como uma colônia na dependência total do governo brasileiro. Se não fosse o Distrito Industrial hoje eu não sei onde estaríamos e o governo tem que se preocupar com a Zona Franca e temos a possibilidade de ter uma vida econômica melhorada. 

O senhor tem planos para a sua vida política? 
Eu acho que cumpri a minha missão, não tenho mais nenhuma pretensão e o desgaste político me fez refletir cada vez mais sobre isso e a definição de um ser político hoje em qualquer classe da sociedade é um ser desgastado. Às vezes acho que as pessoas cometem certa injustiça quando generalizam dizendo que todo o político é ladrão e preguiçoso, mas nem todos são assim. 

Perfil
Formado em contabilidade pela a UFAM é o atual presidente da Associação dos Funcionários Fiscais do Estado do Amazonas (Affeam). Participou da carreira política de 1994 a 2014 e entre esse período foi deputado estadual. De 2014 a 2015 foi presidente do Sinfisco-AM.

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.